Qualificações para Líder do Círculo de Oração - Estudos Bíblicos

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Estudos Bíblicos
Pr. Jorge Albertacci
Levantai os vossos olhos para as terras que já estão brancas para a colheita. (João 4:35)
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Qualificações para Líder do Círculo de Oração

TEOLOGIA DO OBREIRO > Teologia do Obreiro II
 
LÍDER PARA O CÍRCULO DE ORAÇÃO
Textos Bíblicos Introdutórios
(1Timóteo 2:9; 3:1; Tito 2:3; Colossenses 2:8-15)
INTRODUÇÃO
Para exercer com o desvelo que merece tão excelente ministério na Igreja do Senhor, a líder do Círculo de Oração deve ser exemplo nos quesitos a seguir: abnegação, piedade, oração, consagração, conhecimento da Palavra de Deus, ser cooperadora em todas as atividades da Igreja e ter conhecimento pleno da responsabilidade da conselheira, inclusive, no aspecto jurídico.
PIEDADE
Somente através da piedade é que a líder do Círculo de Oração conseguirá se manter serena em meio às lutas que suas funções lhe impõem. Cabe aqui o conselho do Apóstolo Paulo a (Tito 2:3-5:):
“As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem, para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seu marido em conformidade com o que preceitua a Palavra de Deus na Missiva de Paulo aos Efésios 5:22-35 a fim de que, a palavra de Deus não seja blasfemada. Destarte, vale ressaltar, se a reciprocidade entre os cônjuges e correspondida pelo marido – considerando que, a hermenêutica para o aludido texto de Efésios 5:22-35 é interpretada por muitos, sempre em desfavor a mulher, como que, se esta passagem não fosse da Nova Aliança em Cristo Jesus. Confesso que, não sou feminista, nem machista e nem tampouco eixegeta, mas, um exegeta cristocêntrico.
Através desta virtude, a líder do Círculo de Oração estará apta a influir em benefício daquelas irmãs que lhe procuram em busca de ajuda espiritual e material. É a líder que comunica as demais irmãs, aos irmãos e ao pastor da Igreja a necessidade das outras pessoas, que sejam da Igreja, ou não, para que providências sejam tomadas dentro da possibilidade da Igreja.
ORAÇÃO
A obreira do Senhor, líder do Círculo de Oração, deve ser exemplo em tudo. Mas, quando ela é exemplo na oração, ela levará as demais irmãs membros do Círculo de Oração, bem como a Igreja num todo a orar com fé, perseverança, reverência, e temor, seja por Ação de Graças por benefícios recebidos, seja intercedendo em favor de alguém. São grandes os resultados positivos para a Igreja de Cristo quando as mulheres têm seus ministérios reconhecidos - automaticamente, elas aplicam estes ministérios na oração.
CONHECIMENTO
A responsabilidade de uma líder do Círculo de Oração vai muito além das responsabilidades comuns para as demais irmãs que compõem este setor; por isso torna-se necessário que ela seja dotada de conhecimento para ajudar na solução dos mais variados problemas que lhe são levados por suas companheiras de oração. Para tanto torna-se imprescindível que ela goze de uma ininterrupta intimidade com Jesus, com a Bíblia e se possível com outras literatura evangélicas, e secular. Além do pastor da Igreja, ela terá constante orientação do Espírito Santo de Deus orientando-a sobre todos os atos atinentes ao ministério que lhe foi confiado. O Espírito Santo do Senhor jamais deixará uma serva de Deus obediente a dar um só passo sem Sua assistência. O conhecimento que sobrepõe a todos é o que se aprende com o Espírito do Senhor - mas, este não deve ser motivo para a obreira deixar de estudar a Palavra do Senhor. Quando a pessoa é dedicada à obra do Senhor, fiel em tudo - o que ela com seu esforço não conseguir, indubitavelmente o Espírito do Senhor completará para ela! Aleluia!
FREQUENTADORA ASSÍDUA DAS REUNIÕES DA IGREJA
Escola Dominical, Culto de Santa Ceia, Cultos de Doutrina, Cultos Públicos, Cultos de Oração, Campanhas Evangelísticas, Visitas aos Enfermos, em casa e nos hospitais. Deve ter também comunicação estreita com a Secretaria de Evangelismo e Missões, com as comissões da Igreja - promovendo assim um entrosamento em todos os demais setores da Igreja. Esse entrosamento fechará todas as brechas por onde satanás tentaria entrar. Esse elo desarticula todas as artimanhas do diabo contra a Igreja do Senhor.
BOM TESTEMUNHO
Como sal da terra e luz do mundo, é necessário manter-se acima de qualquer suspeita quanto ao porte de vida, no andar, no vestir, no calçar, no conversar, no modo de estar, no trato com as pessoas – pregando não somente com palavras, mas, com a vida também. E deixar que o Espírito Santo faça exteriorizar o quanto lhe aprouver Sua santa presença em sua vida - de modo que onde essa serva de Deus estiver, todos possam ver o brilho diferente do mundo na sua face. Sob a aprovação de Deus, essas maravilhas podem acontecer, onde a serva do Senhor estiver: No ônibus, no trem, no metrô, no avião, na rodoviária, aeroporto, restaurante, andando pelas ruas ou em quaisquer lugares! O brilho na face promove o cheiro suave de Cristo - sinal de consagração a Deus.
EXEMPLO NA OBEDIÊNCIA
Por sua função ser uma concessão emanada da autoridade do pastor da Igreja, a líder do Círculo de Oração tem que se manter, acima de tudo: serva de Deus, devotando o devido respeito ao seu pastor e demais companheiras na oração. Deve cumprir as decisões que o ministério porventura venha tomar com respeito às atividades a ela atribuídas, o que não é diferente com os outros obreiros também.
EVITAR AS HERESIAS
Considerando que as líderes do Círculo de Oração estão sempre à frente dos trabalhos importantes e de grande porte, nos quais essas irmãs são representantes do pastor, é dever das mesmas promover meios para a preservação da ortodoxia na liturgia dos cultos e reuniões que se realizam, evitando sempre o misticismo que de certa forma é introduzido com sutileza advindo dos movimentos escusos, que em nada é compatível com as Sagradas Escrituras. Mas que, quando menos se espera, aparecem nessas reuniões de oração.
Outras fontes introdutoras desses maus costumes, muito frequentes nessas reuniões, são: pregadores inescrupulosos, que sem o menor preparo penetram nesses eventos para ministrar a palavra, cantar e até mesmo para orar pelos enfermos.
Estes sempre vêm com as mais diversas formas de heresias, e esquisitices, como orar em nome de anjos. Inclusive, tentar expulsar os demônios no nome deles (dos anjos), e expulsar demônios de objetos.
São homens e mulheres sem nenhum compromisso com a Igreja e que não observam os preceitos da Palavra de Deus no que refere aos dons espirituais e consequentemente são transmissores de falsas profecias, falsos recados, falsas revelações e falsos testemunhos, dizendo ter recebido de Deus.
Na sua maioria, são pessoas que usam o mesmo linguajar usado nos centros de macumbas e suas pregações sempre têm como assunto principal, as coisas que somente se vê nesses meios. No início da década de 1980 encontrei com uma senhora em uma reunião de oração que estava desesperada. Seu filho adolescente estava internado em uma clínica psiquiátrica com transtorno mental. Depois de um período de internação, ela disse que perguntou ao médico qual foi o motivo que levou seu filho àquela situação, ao que o médico prontamente lhe respondeu: “Seu filho sofre de psicose de crente.” Isto mesmo! Psicose de crente! O motivo, é, que, a pessoa, as vezes já fragilizadas, por algum sofrimento, precisando de Deus e de uma palavra de apoio – acaba se submetendo às orações dessas pessoas e acabam ficando perturbadas.
Ressalto que: Os anjos têm suas atribuições como mensageiros de Deus e para ocasiões específicas. A oração deve ser feita somente no nome de Jesus Cristo, nosso Salvador, bem como, expulsar os demônios, somente no nome dele. Os demônios não resistem ao Nome de Jesus!
COMO OS DEMAIS OBREIROS
Em conformidade com as recomendações de Paulo a 1Timóteo 3:3-13, os mesmos critérios adotados para a separação dos demais obreiros para o santo labor, devem ser aplicados às líderes do Círculo de Oração também. A função da irmã que lidera o Círculo de Oração requer responsabilidade absoluta.
Para que esse ministério seja desenvolvido segundo a vontade de Deus, é necessário que ela seja idônea, que goze do respeito das demais, da confiança do seu pastor, que seja batizada com o Espírito Santo, que tenha pleno conhecimento dos dons espirituais, que tenha discernimento, que nunca aja com precipitação.
Que nunca tenha sido disciplinada pela Igreja, que priorize em sua vida, o estudo da Palavra de Deus, que tenha pleno conhecimento do que requer sua função, que seja convertida do misticismo e que não seja supersticiosa.
Líderes que não possuem as qualificações necessárias para ocupar tal cargo têm causado grandes transtornos e até mesmo divisão na Igreja do Senhor.
Nos dias hodiernos em que a maioria dos membros das nossas Igrejas é composta de mulheres, tem-se aberto um vasto campo de atividades para elas.
Por isso elas hoje são encontradas nas mais variadas atividades no seio da Igreja local, seja servindo como secretárias de departamentos, membros da diretoria da Igreja, professoras da Escola Dominical, maestrinas, coristas, cantoras, escritoras, poetisas, missionárias, pregadoras, preletoras, palestrantes, dirigentes de Igreja, conselheiras, assistentes sociais, entre outros pertinentes.
Mas, para efeito de estudo queremos abordar com mais detalhes a respeito da líder do círculo de oração, em geral, conforme já mencionamos acima, que seja uma irmã que goze da mais plena confiança da Igreja, do seu pastor, pois foi este que executou o que dantes o Espírito Santo homologara com efeito nas vidas destas santas.
RECAPITULANDO
1. Propósito do círculo de oração:
O principal propósito do círculo de oração é manter uma unidade espiritual de evangelização, visitação, intercessão, clamor e louvor dentro da Igreja. Através da oração, o trono da graça é alcançado e muitas bênçãos são derramadas. É a oração que mantém viva a chama do fogo pentecostal dentro da Igreja. A oração, aliada ao conhecimento da Palavra, produz um crescimento profundo, e dentro dos moldes bíblicos.
2.   Escolha de líderes do círculo de oração:
A escolha das líderes do Círculo de oração deve ser criteriosa e sob oração. Esta função é de muita responsabilidade dentro da Igreja. Líderes que não possuem a idoneidade necessária para ocupar tal cargo têm causado até mesmo divisão no meio da Igreja. Aquela que é escolhida como líder do Círculo de oração é indispensável:
a. Que seja batizada no Espírito Santo, e membro da Igreja.
b. Que tenha convicção daquilo em que crê, baseado em conhecimentos bíblicos;
c. Que tenha amor, e sede do conhecimento da Palavra de Deus;
d. Que seja humilde diante de Deus, e diante dos homens;
e. Que não seja precipitada ao ponto de impedir a operação de Deus;
f. Que tenha discernimento advindo do Espírito de Deus.
3.  Qualidades necessárias a uma Líder do Círculo de Oração:
Para exercer bem tão digna atividade, a líder do Círculo de Oração deve ser exemplo do que é sugerido a seguir:
a. Exemplo na Piedade – Só através da piedade é que a líder do Círculo de oração conseguirá manter-se serena em meio as lutas que suas funções lhe impõem. Parece caber aqui o conselho do Apóstolo Paulo: (Tt 2:3-4). Através desta virtude, a líder do Círculo de oração estará apta a influir em benefício daquelas irmãs que lhe procuram em busca de ajuda.
b. Exemplo na Oração – Nesse caso a líder do Círculo de Oração deve ser exemplo em tudo. Mas, quando ela é exemplo na oração ela levará as demais irmãs membros do Círculo de Oração a orar com fé, reverência, e temor, seja dando graças por benefícios recebidos, seja intercedendo em favor de alguém.
c. Exemplo no Conhecimento – A responsabilidade de uma líder do Círculo de Oração vai muita além das responsabilidades comuns as demais irmãs que compõem o Círculo de Oração, por isso torna-se necessário que ela esteja dotada de conhecimento para ajudar na solução dos mais variados problemas que lhe são trazidos pelas suas companheiras de oração. Para tanto torna-se imprescindível que ela goze duma ininterrupta intimidade com a Bíblia e se possível com outros tipos de sadias literaturas evangélicas.
d. Exemplo na Obediência – Por sua função ser uma concessão emanada da autoridade do pastor da Igreja, a líder do Círculo de Oração deve se manter serva tanto de Deus quanto do seu pastor e demais companheiras na oração. Deve cumprir as decisões que o ministério porventura venha tomar com respeito as atividades do Círculo de Oração.
e. Evitar as Heresias – Considerando que as líderes do Círculo de Oração estão sempre à frente de trabalhos importantes e até de grande porte, nos quais essas irmãs são representantes do pastor, é dever promover meios para a preservação ortodoxa na liturgia dos cultos e reuniões que se realizam, evitando sempre o misticismo que de certa forma é introduzido com sutileza advindo dos movimentos neopentecostais, que em nada está compatível com as Sagradas Escrituras. Outras fontes introdutoras desses maus costumes nessas reuniões são: pregadores inescrupulosos, que sem o menor preparo são convidados para ministrar preleção, cânticos e até mesmo oração pelos enfermos. Estes sempre vêm com as mais diversas formas de heresias.
AS REUNIÕES DOS CULTOS DE ORAÇÃO
Considerando que, as reuniões de oração para enfermos e problemáticos denominadas por muitos e muitas, de “culto de libertação” têm sido um campo fértil para falsos profetas e falsas profetisas – destaco a seguir as recomendações que principalmente as líderes do Círculo de Oração precisam ter.
A SUTILEZA DOS FALSOS ENSINOS
Os falsos ensinos sempre são apresentados de maneira sutil, às vezes agradável e, não raro, com ilustrações bem trabalhadas para persuadir o ouvinte. As filosofias também são usadas de forma eloquente, crítica e, muitas vezes, de modo desrespeitoso contra a Palavra de Deus. É preciso extremo cuidado, também, da parte do professor da Escola Dominical, inclusive os de crianças, com os falsos ensinos, quando são em parte travestidos de verdade. Os colossenses receberam solene advertência contra as seitas e as heresias de seu tempo.
As doutrinas falsas são ensinos enganosos e sutis, com aparência de verdade. Só a Palavra de Deus, corretamente interpretada, pode eliminar o efeito das heresias. Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo”. (Cl 2:8).
A FALTA DE PUDOR DOS FALSOS PROFETAS
Quem já não se defrontou com um falso profeta? Inescrupuloso e arrogante, joga ele a Igreja contra o pastor, leva os obreiros à desinteligência e, habilmente, induz os santos à apostasia. Aliás, ele não vacila em usurpar a glória devida apenas ao Senhor da glória.
DEFININDO O TERMO
A palavra profeta vem do hebraico nabbi. Este vocábulo, por seu turno, origina-se do verbo dabar: dizer, falar. O profeta, por conseguinte, é o homem que fala por Deus. O vocábulo grego prophete, do qual veio a palavra portuguesa profeta, significa literalmente aquele que fala em lugar de outrem.
DEFININDO A FUNÇÃO
Era a função precípua do profeta proclamar os desígnios e arautos de Deus, a fim de reconduzir o povo à obediência da lei divina (Ez 33:7). Nem sempre revelar o futuro era a sua principal tarefa.
A PROVA DE AUTENTICIDADE DO PROFETA
Se o profeta predisser alguma coisa, e esta se cumprir, será ele reconhecido como autêntico mensageiro de Deus. (Dt 21:22). Caso contrário, que seja alijado da comunidade dos santos. Dessa forma determinava o Deuteronômio.
Não basta, porém, a profecia cumprir-se para o profeta ser considerado autêntico. (Dt 13:1-5). Isto porque, os enganadores, inspirados pelos demônios, embora não conheçam o futuro, podem, através de ardis e estratagemas, fazer com que o óbvio pareça certeiro cumprimento profético. É por isso que temos de julgar as profecias e discernir os espíritos. (1Co 14:29; 1Jo 4:1).
HANANIAS, O FALSO PROFETA
Ele era do tipo que impressionava. Falava como profeta, tinha discurso de profeta e vestia-se como profeta. Além do mais, era ele mais dramático que os profetas de Deus.
Falando somente o que o povo queria ouvir, vinha ele, genericamente, profetizando a paz. Mas, agora, eis que se apresenta com uma profecia específica e impressionante.
AS PALAVRAS DE HANANIAS
Foi no auge da crise espiritual e política de Judá que Hananias entra em cena, perturbando o povo e opondo-se tenazmente a Jeremias. Se este exortava Judá a aceitar o jugo babilônico, como Deus o requeria, aquele, sempre politicamente correto, induzia o povo à rebelião contra o Senhor, garantindo-lhe que, passados dois anos, seriam os cativos repatriados e os tesouros do Santo Templo, devolvidos. Sua profecia jamais se cumpriu: no teste do verdadeiro profeta, estava reprovado. (Dt 18:22).
CUIDADO COM OS FALSOS PROFETAS
Alerta-nos o Senhor Jesus que, nos últimos dias, aparecerão muitos falsos profetas que, se possível, enganarão até os mesmos escolhidos (Mt 24:11). Por isso, temos de manter-nos alertas e vigilantes, a fim de que os lobos não nos arrebatem as ovelhas. Eis alguns cuidados que haveremos de tomar.
A PROCEDÊNCIA DO PROFETA
De onde vem o pregador, o conferencista e o pretenso profeta? Busca saber se tem ele carta de recomendação, não deixes de confirmar a veracidade do documento. Cuidado com os chamados clínicos pastorais que, sob o apanágio da psicologia, se intrometem nas intimidades das ovelhas, induzindo as servas de Deus à imodéstia. Não passam os tais elementos de destruidores de lares. Toma cuidado contra os que, de Igreja em Igreja, levantam vultosas somas. Não permitas que o lobo te espolie a Igreja.
A QUALIDADE DA MENSAGEM
O mensageiro fala a Palavra de Deus? Ou se acha em nosso meio a instilar o engano e a apostasia? Se vier com outro evangelho, que seja considerado anátema mesmo que tenha cara de anjo. (Gl 1:8).
A PRETENSÃO DO PROFETA
À semelhança de  Hananias, que não temeu enfrentar o homem de Deus, muitos são os profetas e profetisas que procuram dominar o pastor, o ministério e a Igreja. Não aceites tais manobras! Não te deixes dominar pelas ameaças dessa gente desocupada e orgulhosa. A Igreja é para ser governada pelos dons ministeriais e não pelos dons espirituais. Servem estes apenas como suporte ao processo de edificação do corpo de Cristo. O cajado foi entregue a ti, pastor, e não aos aventureiros que das ovelhas visam apenas a lã e a gordura.
Quem cuida das ovelhas é o pastor. E que o profeta se mantenha em seu lugar, e respeite o anjo da Igreja como a autoridade máxima do rebanho. Neste momento, cai muito bem a recomendação de Paulo: “Se alguém cuida ser profeta ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”. (1Co 14:37).  
CONCLUSÃO
Cuidado com os falsos profetas! Não lhes permitamos que nos devorem os rebanhos. Outrossim, não podemos desprezar as verdadeiras profecias. (1Ts 5:20). Pois o Espírito Santo continua a falar através dos dons que distribui à Igreja. Equilíbrio e discernimento! Cada profecia deve ser considerada de acordo com as demandas e reivindicações da Bíblia. Nada, absolutamente nada, pode estar acima da Bíblia Sagrada – nossa única regra de fé e conduta.  
Volta Redonda – Rio de Janeiro – 10/02/2014.  
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No Amor de Deus
O servo do Senhor Jesus
Jorge Albertacci
SITE: www.jorgealbertacci.com.br
E-mail - prjorgealbertacci@yahoo.com.br
SUBSÍDIO BIBLIOGRÁFICO
Bíblia Sagrada (ARC/ARA)
Pastor Claudionor de Andrade – CPADNEWS.COM.BR.
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APÊNDIDE
A MULHER SEMPRE TEVE UM PAPEL IMPORTANTE NA EXPANSÃO DO REINO DE DEUS
Jesus é da descendência da mulher e veio para resgatá-las.
- Lc 1:35; Gn 3:15.
Jesus valorizou as mulheres como ninguém jamais o fez no mundo.
- Lc 7:44-47.
Jesus foi ajudado por mulheres que possuíam bens materiais.
-  Lc 8:3.
Jesus teve entre seus seguidores muitas mulheres.
- Lc 7:36-48; 8:2-3.
Jesus libertou muitas mulheres que foram até Ele.
-  Lc 13:16.
Jesus salvou as mulheres e dignificou sua condição social.
- Lc 7:50.
As mulheres tiveram uma participação especial no ministério de Jesus. O Mestre foi para as mulheres judias não somente o Salvador, mas aquEle que resgatou a dignidade da condição social feminina. Nos dias de Jesus, os rabinos se recusavam a ensinar as mulheres. Era atribuída a mulher uma condição social inferior. Jesus não somente as ensinou, mas as teve como amigas (Marta e Maria), as libertou dos poderes de demônios (Maria Madalena), como também as evangelizou (a mulher samaritana). Jesus valorizou as mulheres como ninguém jamais o fez e ainda concedeu a elas o privilégio de poderem contribuir financeiramente para a expansão do Reino.
Ao longo dos séculos, em muitos lugares, as mulheres foram tratadas como objetos e estiveram à margem da sociedade. As mulheres ainda são, em algumas culturas, consideradas seres inferiores e por isso são discriminadas. Na cultura oriental, a qual pertenceu Jesus de Nazaré, era assim também que se enxergava as mulheres. Um dos fatos que fica logo patente no Evangelho de Lucas é o tratamento que Jesus dispensou às mulheres. Essas mulheres esquecidas, discriminadas e maltratadas encontraram no Mestre a manifestação do amor de Deus. A forma que elas encontraram para retribuir foi segui-lo e servi-lo com seus bens. Um exemplo a todos aqueles que querem também agradar a Deus.
I. JESUS, O JUDAÍSMO E AS MULHERES
1. A presença feminina no ministério de Jesus. O Novo Testamento dá amplo destaque à presença feminina no ministério de Jesus. O terceiro Evangelho põe essa realidade em relevo. A lista é extensa: Maria, mãe de Jesus; Isabel, mãe de João, o Batista; Ana, a profetisa; a viúva de Naim; a pecadora na casa de Simão; Marta e Maria de Betânia; Maria Madalena; a sogra de Pedro; a mulher do fluxo de sangue; a mulher encurvada; Joana, a mulher de Cuza, e Suzana. Algumas dessas mulheres foram curadas, outras libertas de demônios e ainda outras tornaram-se seguidoras de Jesus juntamente com os Doze.
2. Jesus valorizou as mulheres. Causa admiração quando fazemos um contraste entre o tratamento dado às mulheres no Novo Testamento e aquele que era praticado no judaísmo do tempo de Jesus. No judaísmo do primeiro século, a mulher não participava da vida pública. Nem mesmo lhe era permitido aparecer em público descoberta, sendo dessa forma impossível ver a sua fisionomia. Não tinha voz nem rosto. A mulher era, portanto, tida como objeto, uma coisa que poderia ser usada e descartada. Ao contrário de tudo isso, Jesus não tratou as mulheres como coisa ou objeto. Ele as tratou como gente! Jesus mostrou que a mulher era um ser especial para Deus e fez com que elas se sentissem assim. Não são poucas as passagens do Novo Testamento que dão destaque às mulheres, e o Evangelho de Lucas não foge a essa regra (Lc1.13,42; 7.48; 8.2,43; 13.12; 16.18; 23.27).
A MULHERES NAS EXCURSÃO MISSIONÁRIA
A participação das mulheres na excursão missionária revela como era o ministério revolucionário de Jesus. Nos seus dias os rabinhos se recusavam ensinar as mulheres e lhes atribuía um lugar inferior. Por exemplo, só os homens tinham permissão de participar plenamente nos cultos da sinagoga. Mas Jesus trata as mulheres como pessoas e lhes dá as boas-vindas na comunhão. Elas têm acesso igual à graça e salvação, e muitas mulheres se tornam suas seguidoras. Entre elas estão as mulheres com recursos financeiros, que auxiliam Jesus dando de suas possessões para sustentar a Ele e seus discípulos” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD, p.363).
II. MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA OBEDECER
1. Maria, a mãe do Salvador. A doutrina católica acerca da pessoa de Maria se fundamenta na tradição e não conta com apoio bíblico. Não é fundamentada nos Evangelhos, mas na tradição apócrifa que começou a circular por volta do segundo século de nossa era. Crenças como a perpétua virgindade de Maria, imaculada conceição e sua ascensão não fazem parte do cânon neotestamentário. Esse é um lado da história. O outro é a rejeição à pessoa de Maria que prevalece entre muitos protestantes por conta do anticatolicismo. O que a Escritura mostra de fato é que Maria foi uma pessoa agraciada por Deus para fazer parte diretamente do Plano da Salvação. A sua disposição em aceitar e crer no plano de Deus está demonstrada em suas palavras: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra [...]” (Lc 1.38).
2. Isabel, a mãe do precursor. Isabel, esposa do sacerdote Zacarias, aparece na história bíblica como uma pessoa também agraciada por Deus. Ela foi escolhida para ser a mãe de João Batista, o último profeta da Antiga Aliança (Lc 1.8-24; 16.16). A revelação do nascimento de João foi dada a seu marido Zacarias, que inicialmente não creu. O relato de Lucas, de que Isabel “ficou cheia do Espírito Santo” quando foi visitada por Maria, deixa claro também a sua disposição em crer e aceitar o plano de Deus para ela (Lc 1.41-43). Assim como Maria, Isabel foi uma mulher obediente e sua obediência foi recompensada.
III. MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA SERVIR
1. Mulheres servas. Logo após ser curada por Jesus de uma febre muito alta, a sogra de Pedro se levantou e passou a servi-lo (Lc 4.39). O verbo “servir” é a tradução do vocábulo grego diakoneo. As mulheres aparecem com frequência no Evangelho de Lucas a serviço do Mestre. Maria Madalena se destacou das demais. Ela foi a primeira mulher mencionada em Lucas 8.1-3 e aparece de forma destacada nos Evangelhos de Mateus, Marcos e João. Ela foi uma das mulheres que mais tarde presenciaram a crucificação (Mt 27.55,56; Mc 15.40; Jo 19.25); viram onde o corpo de Jesus foi colocado (Mt 27.61; Mc 15.47; Lc 23.55); e saíram no raiar do domingo para ungir o corpo do Senhor (Mt 28.1; Mc 16.1; Lc 24.10). Além disso, ela iria ser a primeira pessoa a quem o Cristo ressurreto apareceria (Jo 20.1-18).
2. Mulheres abnegadas. O Evangelho de Lucas revela que Jesus teve em seu ministério a ajuda de mulheres abnegadas (Lc 7.36-50). O evangelista mostra Jesus sendo ungido por uma mulher tida como pecadora na casa de Simão, um dos fariseus. Essa mulher, visivelmente emocionada, usou o unguento que levou em um vaso de alabastro para ungir Jesus enquanto beijava-lhe os pés. O Evangelho de João mostra um fato semelhante ocorrido com Maria de Betânia, que não deve ser confundido com o relato de Lucas (Jo 12.1-8). No texto de João, é destacado que Maria de Betânia também preferiu derramar sobre os pés de Jesus o perfume do vaso do que usá-lo em benefício próprio. Esse seu gesto sofreu duras críticas de Judas Iscariotes, que estava de olho nos trezentos denários que esse unguento poderia render. Ela considerou muito mais valioso o perdão que o Salvador lhe deu do que os ganhos que esse perfume poderia lhe trazer.
‘Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana’ (Lc 3.3). O Herodes mencionado aqui é Herodes Antipas, governador da Galileia. O registro não diz de que mal Joana foi curada — se era uma possessão demoníaca ou uma enfermidade física. A sua posição mostra que as pessoas proeminentes também eram levadas a Cristo. Supõe-se que nesta época ela fosse viúva. Sobre Suzana não se sabe nada, exceto seu nome. Apenas três nomes são mencionados — sem dúvida devido à sua importância. Mas houve muitas mais, constituindo uma grande sequência de mulheres que o serviam com suas fazendas. Isto talvez signifique que todas eram mulheres de posses, possivelmente membros da classe alta” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 6. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.402).
IV. MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA OFERTAR
1. O trabalho rabínico. Lucas registra que Jesus “andava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do Reino de Deus; e os doze iam com ele” (Lc 8.1). A dedicação de Jesus e seus doze discípulos ao ministério da Palavra era exclusiva. Como se dava, então, a manutenção desse ministério? Jesus orientou seus discípulos quando estivessem em missão a que “ficassem na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem, pois digno é o obreiro de seu salário. Não andeis de casa em casa” (Lc 10.7).
O trabalhador era digno de seu salário. Um rabino não podia receber pagamento pelo que ensinava, mas a cultura hebraica considerava uma obrigação e um privilégio sustentar um rabino. Há um princípio válido aqui — o obreiro não deve ter valores materiais como a motivação do seu ministério. Por outro lado, aqueles que se beneficiam desse ministério, devem ajudá-lo em sua manutenção.
2. Apoio feminino. Na cultura judaica do tempo de Jesus, a participação das mulheres na vida pública era bem limitada. As mulheres, por exemplo, não podiam estudar e não podiam ensinar. Mas nem por isso deixaram de participar do ministério do Mestre. Lucas diz que elas serviam o Senhor com suas fazendas, isto é, com seus bens (Lc 8.3). Enquanto Jesus e seus doze apóstolos se dedicavam ao ministério da Palavra, essas mulheres lhes davam suporte financeiro e material. Por trás de grandes ministérios, sempre há alguém dando suporte, seja financeiro, seja, espiritual. Não podemos negar que atualmente as mulheres têm desempenhado um papel importante na obra do Senhor. Muitas têm se dedicado à oração, ao serviço social, à contribuição, à obra missionária etc. Grande parte da obra missionária é feita por mulheres. São milhares de servas que dedicam suas vidas à seara do Senhor. O serviço de Deus é para todos que amam ao Senhor, independentemente de gênero.
É importante reconhecer que quando Deus criou a humanidade, quando fez os seres humanos à sua imagem, Ele os criou macho e fêmea (Gn 1.27), e não ‘um ou outro’. Portanto, a imagem de Deus aparece tanto no homem (o macho) quanto na mulher (a fêmea), e as características peculiares de cada sexo são completamente necessárias para espelhar a natureza de Deus. A própria palavra ishsha para ‘mulher’ sugere as suas sensibilidades e dons especiais dados por Deus no campo emocional. Estas características servem para realçar a humanidade. A mulher possui uma sensibilidade especial para as necessidades humanas que lhe permitem entender intuitivamente as situações e os sentimentos das outras pessoas”. (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.1312).
MULHERES QUE AJUDARAM JESUS
Não há dúvidas que Jesus Cristo quebrou vários paradigmas em relação às mulheres do seu tempo. Na Palestina Antiga não havia sacerdotisas, isto é, a hierarquia religiosa judaica era formada por homens. Logo, toda a concepção de moral, de ética e de costume em relação à mulher era decidida por intermédio da perspectiva religiosa masculina. Isso nos faz compreender o porquê de um rabino não se comunicar com mulheres; a genealogia das muitas mulheres não serem mencionadas na Bíblia; outras mulheres não entrarem nos livros de genealogias.
Mais interessante ainda é quando olhamos para a genealogia de Jesus e, lá, encontrarmos uma mulher como Raabe. Todo estudante da Bíblia sabe que Raabe fora uma prostituta da cidade de Jericó e que somente sobreviveu ao ataque do povo de Israel porque escondeu os vigias israelitas. Uma ex-prostituta na genealogia do salvador do mundo!
E Rute, uma estrangeira, adoradora de outros deuses, mas que graciosamente foi acolhida na família de Israel, entrando para a genealogia do Messias desejado das nações.
E Bete-Seba, citada na genealogia de Mateus (1.6), mãe do rei Salomão. Uma mulher que fora amante do rei Davi, naturalmente temos de levar em conta todas as circunstâncias sociais e política da época, agora contemplada como uma das mulheres presentes na genealogia de Jesus.
E o que falar de Maria, a mãe do meio nazareno? A bendita entre as mulheres, mui amada pelo nosso Deus. O seu ventre concebeu e deu à luz o menino Jesus, o nosso Salvador. E as mulheres que subsidiavam o ministério de Jesus? E a mulher samaritana? Enfim, o ministério terreno de Jesus foi de encontro com diversas mulheres, que ao encontrá-lo, sentiram-se acolhidas por Ele.
Em Jesus, o homem não tem mais uma relação de domínio sobre a mulher, mas de parceria e de ajuda mútua. Leia o versículo 21 do capítulo 5 de Efésios. Ali, o apóstolo nos diz que ser “cheios do Espírito”, inevitavelmente, nos levaria a sermos submissos uns aos outros em amor. Em seguida, o apóstolo escreveu sobre a relação da esposa com o esposo, e deste para com aquela. Como consequência natural do versículo 21, não é difícil compreender que tanto a esposa deve se submeter ao esposo em amor quanto o esposo deve submeter-se a esposa, amando-a como Cristo amou a Igreja e entregou-se por ela. Em Jesus, a posição da mulher é outra. Ele a honrou!
CONCLUSÃO
No judaísmo do tempo de Jesus, conversar com uma mulher era considerado um ato vergonhoso (Jo 4.27). Mas Jesus conversou, ensinou, curou, libertou e valorizou as mulheres como homem algum jamais o fez. Lucas nos mostra que as mulheres tiveram uma participação expressiva na implantação do Reino de Deus. Graças a Deus pelo trabalho das mulheres na Seara do Senhor.
Pastor Jorge Albertacci
SUBISÍDIO
LIÇÕES BÍBLICAS DA EBD – CPAD.
Comentarista: José Gonçalves.
BÍBLIA CPAD (ARC/1995).
 
No Amor de Deus
O servo do Senhor Jesus
 
Jorge Albertacci
Pastor Emérito da Assembleia de Deus do Retiro
Volta Redonda – Rio de Janeiro – 10/02/2014
 
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