O Batismo No Espírito Santo - Estudos Bíblicos

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Estudos Bíblicos
Pr. Jorge Albertacci
Levantai os vossos olhos para as terras que já estão brancas para a colheita. (João 4:35)
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O Batismo No Espírito Santo

TEOLOGIA DO OBREIRO > Estudos Bíblicos
 
O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
 

 
Pr. Jorge Albertacci
 
INTRODUÇÃO
 
 
Entre as grandes doutrinas das Sagradas Escrituras destacamos nesta apostila a do Batismo no Espírito Santo, predita pelo Profeta Joel, para os crentes da Dispensação da Graça. Nenhum outro povo do mundo teve este privilégio que foi prometido para a Igreja do Senhor Jesus. A ação do Espírito tem destaque em toda Bíblia Sagrada. Inclusive, foi Ele quem inspirou a todos os profetas a partir do Antigo Testamento, mas, quanto ao batismo no Espírito Santo, somente a Igreja que Jesus adquiriu com o Seu precioso sangue lá na cruz do Calvário tem o privilégio de receber. A ação do Espírito Santo estava presente mesmo antes que houvesse quaisquer outras criaturas na face da Terra. Deus formou a Terra antes dos seis dias da criação. A princípio, informe e vazia, seria modelada pelo Espírito de Deus até que viesse a adquirir a forma atual (Gn 1:2). O Espírito Santo pairou sobre as águas, Ele esteve presente e desempenhou um papel ativo na obra da criação. O que vemos pelo relato bíblico é que a cada dia, Deus fez uma tarefa diferente, mas, ordenada, para que a vida fosse possível em nosso planeta.

 
I. O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
 
 
1 — O batismo no Espírito Santo é a imersão do crente no rio da plenitude do Espírito Santo. É a plenitude recebida no Dia de Pentecostes pelos apóstolos e primeiros membros da Igreja Primitiva, com a evidência inicial do falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. Para as Igrejas Pentecostais, não existe nenhuma dificuldade em crer no batismo no Espírito Santo como uma promessa do Pai, válida para os crentes de todas as épocas da história cristã. O evangelho de Cristo é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm 1:16). Portanto, o evangelho é o próprio poder de Deus em atividade no mundo ainda hoje.
 
 
2 — O batismo no Espírito Santo é a experiência subsequente a salvação que capacita o crente:
 
a) - para o ministério evangelístico (At 1:8; 8:1-40);
 
b) - a falar em outras línguas (At 2:4; 10:45-46);
 
c) - a testemunhar com poder e ousadia (At 4:7-22-31);
 
d) - a agir sobrenaturalmente (At 5:1-11; 13:8-12; 6:8; 16:16-20);
 
e) - a servir a Igreja em suas necessidades sociais (At 6.1-7);
 
f) - a atender a chamada ministerial específica (At 13:1-4; 26:29; 10:1-48; At 20:24);
 
g) - a contribuir com o avanço do Reino de Deus (5:14-16-42; 6:7; 8:25; 9:31; 19:20; 28:31);
 
h) - a glorificar e orar a Deus poderosamente (At 10:45-46; 16:15; 4:31; Ef 5:18-20; Cl 3:16; Rm 8:26; Jd 20).
 
i) - a se interessar compreender e a buscar os dons espirituais 1Co 12:1-11. Por essas e outras inumeráveis razões o crente deve orar e glorificar intensamente a Deus a fim de que receba a magnífica promessa do batismo no Espírito Santo.

II. COMO RECEBER O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
 
 
1— Sendo a pessoa já salva. O batismo no Espírito Santo é para quem já é salvo. Os discípulos ao serem batizados no Dia de Pentecostes:
 
 
a) - já tinham seus nomes escritos no céu (Lc 10:20);
 
 
b) - já eram limpos diante de Deus (Jo 15:3);
 
 
c) - já possuíam em si a vida espiritual (Jo 15:4-5,16);
 
 
d) - já haviam sido enviados para o trabalho ministerial, dotados de poder divino (Mt 10:1; Lc 9:1:2; 10:19).
 
 
e) - crendo na promessa divina do batismo. O batismo é chamado “a promessa do Pai” (Lc 24:49; At 1:4; 2:16,32-33).
 
 
f) - buscando com sede, em oração (At 1:4,14; Jo 7:37-39; Lc 11:13). A oração é um elemento necessário e indispensável para o crente obter o batismo no Espírito Santo.
 
 
g) - adorando a Deus com perseverança. Louvando sempre a Deus. Assim fizeram os candidatos antes do primeiro Pentecostes (Lc 24:51-52).
 
 
h) - perseverando em unidade fraternal. Isso também eles fizeram antes do primeiro Pentecostes (At 1:14).
 
 
i) - vivendo em obediência à vontade do Senhor (At 5:32). Para você que busca o batismo, há alguma área da sua vida não submissa totalmente a Cristo?

III. OS RESULTADOS DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
 
 
1— O batismo no Espírito Santo, assim como na Igreja Primitiva impulsiona a Igreja ao trabalho, propiciando:
 
 
a) - edificação espiritual individual. Mediante o cultivo das línguas recebidas com o batismo, o crente é edificado pessoalmente (1Co 14:4-15).
 
 
b) - maior dinamismo espiritual. Isto é, mais disposição e maior coragem na vida cristã para testemunhar de Cristo (Mc 14:66-72; At 4:6-20).
 
 
c) - maior desejo e resolução para orar e interceder (At 3:1; 4:24-31; 6:4; 10:9; Rm 8:26). O crente cheio do Espírito ora e intercede constantemente a favor dos filhos de Deus.
 
 
d) - maior glorificação do nome do Senhor. Isto “em espírito e em verdade”, nos atos e na vida do crente (Jo 16:13-14).

 
IV. O EPISODIO DA RUA AZUSA EM 1906
 
 
Quando William Seymour começou a pregar o batismo no Espírito Santo com a evidência de falar noutras línguas e, a ensinar a doutrina pentecostal, os membros da congregação da Santidade o expulsaram da Igreja. Em uma de suas mensagens afirmou: “Há uma grande diferença entre a pessoa santificada e a que é batizada com o Espírito Santo e com fogo. O santificado é limpo de seus pecados e cheio do amor divino, mas o batizado no Espírito Santo tem poder de Deus em sua alma, poder com Deus e com os homens e poder sobre todos os demônios de Satanás e todos os seus emissários”. Mensagens como esta suscitaram a ira da congregação e resultaram na expulsão de Seymour da comunidade. No entanto, Seymour foi recebido pelo casal Asbery. Na casa destes, começou a fazer reuniões de oração até que, em 9 de abril de 1906, Seymour orou pela cura de Edward Lee. Além de receber a cura, Lee foi batizado no Espírito Santo e falou noutras línguas. Naquele mesmo dia outras sete pessoas tiveram a mesma experiência pentecostal. Mas somente em 12 de abril de 1906 é que Seymour foi batizado com o Espírito Santo.

 
V. NO LIVRO DO PROFETA JOEL
 
 
1 — No livro do profeta Joel 2:28-32 lemos:
 
 
"E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito. E mostrarei prodígios no céu e na terra, sangue, e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como o SENHOR tem dito, e nos restantes que o SENHOR chamar."
 
 
VI. ANTECIPADAMENTE ISAÍAS REITERA A PROFECIA DE JOEL
 
 
1 — Esta profecia foi reiterada pelo profeta Isaias, um dos Profetas Maiores, que profetizou cerca de aproximadamente cem anos antes do Profeta Joel:  
 
 
“Porque derramarei água sobre o sedento e rios, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes.” — (Is 44:3).
 
 
2 — No Novo Testamento, João Batista, o precursor do Senhor Jesus, reafirma em Mateus 3:11:
 
“E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; não sou digno de levar as suas sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.”
 
 
3 — Depois de ressuscitado, o próprio Senhor Jesus reafirmou em Atos 1:4-5:
 
 
“E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que, disse ele, de mim ouvistes. Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias”.
 
 
VII. SUA CLAREZA NAS LAUDAS SAGRADAS
 
 
1 — Enfatizando a palavra grega usada por João Batista, "baptizein", que significa imergir em águas, como no ato do batismo no rio Jordão e indicando que os crentes seriam imersos, mergulhados no Espírito Santo. A alusão ao fogo decorre do motivo de ser este um dos elementos símbolo do Espírito Santo, e que no coração do crente seria para purificar ou destruir todos os sentimentos incompatíveis com a Terceira Pessoa da Trindade de Deus. (Mais detalhes abaixo no item "Algumas Interpretações sobre o Batismo com fogo). O próprio Senhor Jesus, predisse e prometeu que enviaria da parte do Pai outro Consolador — Jo 14:16-17:
 
 
“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós."
 
 
VIII. DEPOIS DA RESSUREIÇÃO DO SENHOR JESUS
 
 
1 — Após Sua ressurreição, Jesus reafirma em Lucas 24:49:
 
 
“E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder."
 
 
2 — E Lucas, o médico amado reporta sobre o que Jesus dissera em Atos 1:5:
 
 
"Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.”
 
 
3 — Tudo isto, foi finalmente ratificado pelo próprio Senhor, momentos antes de subir para o Céu — (Atos 1:8):
 
 
"Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra."
 
 
IX. O CUMPRIMENTO DA PROMESSA
 
 
1— Como não poderia ser diferente, porque assim estava no plano de Deus, tudo veio a se cumprir no dia de Pentecostes, aos aproximadamente cento e vinte discípulos que, em oração esperavam no Cenáculo. Veio uma experiência que resultou em completa mudança de suas vidas. Agora eles já não eram mais aqueles discípulos de outrora. Agora eles estavam batizados no Espírito Santo, conforme as profecias acima mencionadas:
 
 
"E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem." — Atos 2:1-4.
 
 
X. NO CENÁCULO
 
 
1—Lucas menciona em três ocasiões que o falar em línguas é observado como evidência inicial do batismo no Espírito Santo. A primeira é em Atos 2, no cenáculo, em que os discípulos estavam orando (At 2:4). Nesse primeiro registro, as línguas são diretamente associadas à visitação do Espírito Santo aos crentes em oração. Além do som como de um vento impetuoso que encheu o lugar de oração, em línguas como que, de fogo, vistas sobre aqueles crentes, o que chamou a atenção dos visitantes de Jerusalém foi que ouviram os crentes falando em outras línguas. E antes de falar de Jesus à multidão, Pedro falou em línguas no local de oração.
 
 
XI. NA CASA DE CORNÉLIO
 
 
1 — Visitação inicial do Espírito Santo depois do Dia de Pentecostes. Vale ressaltar que, nem sempre há demora entre a conversão e o batismo no Espírito Santo, especialmente se a pessoa já tiver sido instruída, discipulada, segundo as doutrinas bíblicas e crê que Jesus Cristo salva, cura e batiza no  Espírito Santo. Quando a pessoa está faminta das bênçãos de Deus e se entrega para Jesus de coração, o Céu poderá se abrir para essa pessoa de uma forma maravilhosa. Esse foi o exemplo deixado no episódio da casa de Cornélio.
 
 
2 — Estavam reunidos, Cornélio, seus parentes e amigos mais íntimos (At 10:24). Aqui, pela primeira vez os gentios receberam a Palavra de Deus. Eles creram (At 15:1-9) e a seguir, o Senhor batizou-os no Espírito Santo. “Caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra” (At 10:44). Na mesma ocasião foram batizados nas águas (At 10:48):
 
 
“E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus. Respondeu, então, Pedro: Pode alguém, porventura, recusar a água, para que não sejam batizados estes que também receberam, como nós, o Espírito Santo? E mandou que fossem batizados em nome do Senhor. Então, rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias.” Atos 10:44-48.
 
 
3 — Mediante a pregação de Pedro, o Espírito Santo realizou o ministério da regeneração na vida deles e no mesmo momento foram batizados no Espírito Santo, com a evidência de falar em línguas estranhas.
 
 
XII. EM ÉFESO
 
 
1 — Diferente da casa de Cornélio, pode também haver um intervalo de tempo entre o dia da conversão e do batismo no Espírito Santo. O fato de o Senhor Jesus haver instruído os Seus discípulos: “já salvos”, que esperassem a promessa do Pai, o Poder do Alto, indica que em alguns casos o batismo no Espírito Santo pode acontecer algum tempo depois da conversão. Conforme aconteceu na passagem do Apóstolo Paulo em Éfeso, ali havia alguns crentes que nem sequer sabiam que existia Espírito Santo, veja o que nos diz a Palavra de Deus em — (Atos 19:1-6):
 
 
“E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso e achando ali alguns discípulos, disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados, então? E eles disseram: No batismo de João. Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e profetizavam.”
 

2 — Face ao exposto, fica claro que é possível ser crente, e não ser batizado no Espírito Santo, enquanto não se dispor a buscar em oração a promessa do Pai. O fato de os crentes de Éfeso desconhecerem o Espírito Santo, está claro que foi por falta de ensino. É o que acontece hoje, há muitas Igrejas que não dão este ensinamento, e quando o fazem, ainda ensinam contra.
 

XIII. EM SAMARIA
 
 
1 — Os Samaritanos deram crédito à pregação de Filipe que por força da providência, desceu à cidade deles — (Atos 8:5-6):  
 
“E, descendo Filipe à cidade de Samaria, lhes pregava a Cristo. E as multidões unanimente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia.”
 
 
2 — À medida em que aceitavam o Reino de Deus, eram batizados, tanto homens como mulheres, até mesmo um certo mágico por nome Simão se converteu e foi também batizado, mediante a pregação de Filipe, e a regeneração operada pelo Espírito Santo de Deus, convertiam e davam testemunho de fé através de suas vidas.
 
“Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do Reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres. E creu até o próprio Simão; e, sendo batizado, ficou, de contínuo, com Filipe e, vendo os sinais e as grandes maravilhas que se faziam, estava atônito” — Atos 8:12.
 
 
3 — Entretanto, mais tarde, receberam o batismo no Espírito Santo, visto que, até então, somente eram batizados nas águas — (Atos 8:14-17):
 
 
“Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João, os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo. (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido, mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus). Então, lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo.”
 
 
4 — A maior evidência do avivamento espiritual era a conversão dos pecadores, operada pelo Espírito, assim como, ainda hoje é no meio Pentecostal, todavia, a prova dessa conversão era evidenciada pela mudança de caráter e pela visitação do Espírito Santo nas vidas dos conversos, que somente Ele tem o poder de convencer o pecador. A conversão era compreendida também, através da ação do Espírito no novo nascimento. Uma vez convertido, o crente passa buscar o batismo no Espírito Santo.
 
 
XIV. NA VIDA DO APÓSTOLO PAULO
 
 
1 — Em suas experiências como servo de Deus, podemos aprender muito com sua conversão e vida. Na estrada de Damasco, Jesus se revelou a esse grande apóstolo (que ainda se chamava Saulo) de uma maneira maravilhosa. Paulo foi vencido pelo poder de Jesus e o reconheceu como Senhor! E a Ele se entregou, sem reservas, a sua vida. E Ele mesmo ensina — (1Co 12:3):
 
 
"Ninguém pode dizer: Senhor Jesus! Senão pelo Espírito Santo."
 
 
2 — Paulo não foi um homem que simplesmente "caiu do cavalo", conforme ouvi na semana passada (primeira semana de Novembro/2002), um certo irmão ligar para uma emissora de rádio evangélica, enquanto era realizado um debate sobre este assunto e esse irmão que não crê, usou esse termo que considero de pejorativo. Dizendo que Paulo simplesmente caiu do cavalo, nada mais que isso.
 
 
3 — A partir do momento da conversão, Saulo teve suas atitudes transformadas, houve uma evidência de que, o Espírito Santo havia realizado em sua vida o milagre do Novo Nascimento, quando lhe foi ordenado para entrar em Damasco! Para receber "novas instruções". Novas instruções para um homem culto tanto no aspecto religioso como no secular e portador das mais importantes credenciais — Filipenses 3:5-9:
 
 
“Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu, segundo o zelo, perseguidor da igreja; segundo a justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo e seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé”.
 
“E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer". (Atos 9:6).
 
“Em seguida, providencialmente, Ananias lhe foi enviado, e dirigindo-se a ele como "Irmão Saulo", impôs-lhe as mãos e disse: Irmão Saulo, o Senhor Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo. E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se, foi batizado.” (Atos 9:17-18).
 
 
XV. ENTENDENDO O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
 
1 — Por ser um dom vindo de Deus, não há uma classe distinta de pessoas, como raça, cor ou língua que seja privilegiada. Os pré-requisitos estão simplesmente na pessoa ser salva por Cristo, ter fé e ter em todos os aspectos, a vida pautada nos preceitos estatuídos na santa Palavra de Deus.
 
 
“Estendo para ti as minhas mãos, a minha alma tem sede de ti como a terra sedenta”. — (Salmo 143:6).
 
 
2 — Diferente do que muitos pregam, o batismo no Espírito Santo não tem nada a ver com alguma coisa para completar a salvação do nosso Deus. A salvação em si, já veio a nós, completa. Tampouco, não é um procedimento iniciático para nada. Mas, é para os que tenham sido salvos por Jesus, que no Calvário realizou de forma cabal a obra redentora para todos quantos o aceitarem como Salvador e Senhor de suas vidas.
 
 
3 — Da mesma forma em que os discípulos esperaram em Jerusalém até que sobre eles se cumprisse a promessa do Pai. É bom observar que havia muitos outros crentes, nesse tempo em Jerusalém — cerca de 500, mas, somente aproximadamente 120 que foram cheios do Espírito do Senhor. Nem sempre todos comungam a mesma ideia de permanecerem fiéis no mesmo propósito.
 
E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder”. — (Lucas 24:49).
 
“Pois se vós sendo maus sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo aos que lhe pedirem” — (Lucas 11:13).
 
 
4 — A forma de buscar o batismo no Espírito Santo, ministrada por muitos incautos, foge todas as regras bíblicas. Estes incautos entendem que o batismo só vem através de muita gritaria e muito barulho. São neófitos que desconhecem a doutrina bíblica e o poder de Deus. Agem como que se a ação do Espírito viesse a toque de caixa. Da mesma forma de, à moda antiga, tentar fazer um carro enguiçado funcionar com uma manivela (manícula). Como fazem muitos pregadores que insistem para que alguém fale em línguas estranhas, promovendo o maior barulhão, a fim de que seu ministério seja exteriormente coroado de êxito para os incautos. Não! A Bíblia não nos ensina assim. Nela aprendemos que o batismo pode até promover barulho, mas, nunca o contrário.
 
 
5 — O batismo acontece segundo a personalidade do Espírito, segundo o caráter de Jesus: com decência, quebrantamento de espírito, ordem, choro, amor, animação, alegria, louvores espirituais e comunhão com os irmãos e com todos. Determinação para dedicar a vida, sem reservas, à obra de Deus. Disposição para falar da salvação do Senhor a qualquer pessoa e em qualquer lugar. Destemido, assim como o apóstolo Pedro no Dia de Pentecostes (Atos 2:22-47).
 

 
6 — Com a banalização das coisas sagradas, nos dias atuais, muitos crentes aprendem a imitar pregadores sensacionalistas, triunfalistas, sem o menor senso de responsabilidade com a Palavra de Deus. A ministrarem atos, sobre os quais não têm nenhuma experiência. Aprendem a pregar, sem inspiração do Espírito Santo, aprendem a profetizar, sem conhecer a Palavra de Senhor, aprendem a cantar, sem entender a necessidade de separar o santo do profano. Pior, aprendem a falar em línguas estranhas sem serem batizados no Espírito Santo. Aprendem a considerar que foram batizados sem a evidência das línguas. Imitando a outro que está do seu lado, forçando-o a falar uma língua simplesmente sem nexo.
 
 
XVI. OUTROS PONTOS RELEVANTES SOBRE O BATISMO
 
1 — O batismo no Espírito Santo é um ato de Deus pelo qual Seu Espírito vem sobre o crente, já salvo e o enche completamente. É a vinda do Espírito Santo para encher e apoderar-se do crente como propriedade exclusivamente Sua. De acordo com a vontade soberana de Deus, é outorgado ao crente, através da operação milagrosa do Espírito Santo, o poder para testemunhar de Cristo e por Cristo, na propagação do Seu evangelho. Para isto, o servo de Deus é dotado pelo Espírito, de lábios ungidos. — (Atos 1:8; 2:4; 8:5-8; 13:17).
 
 
XVII. O NOVO NASCIMENTO E O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

 
1 — Há uma distinção clara entre o novo nascimento e o batismo no Espírito Santo e isto está patente no Novo Testamento. Você poderá tomar ciência disto, atentando para o fato de que vários grupos mencionados no Novo Testamento foram batizados no Espírito Santo algum tempo depois de se converterem a Cristo, algum tempo depois de passarem pela experiencia do Novo Nascimento. Alguns exemplos:
 
 
2 — Os discípulos já haviam confessado ser Jesus Cristo o Filho do Deus vivo:
 
"E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." — (Mt 16:16).
 
3 — Em outra passagem — (Jo 6:68-69):
 
 
"Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna, e nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho de Deus."
 
 
4 — Os discípulos já estavam limpos, pois Jesus mesmo já havia declarado:
 
 
” Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora, vós estais limpos, mas não todos. Porque bem sabia ele quem o havia de trair; por isso, disse: Nem todos estais limpos."  — (Jo 13:10-11). "Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado." — (Jo 15:3).
 
 
5 — O Senhor Jesus já havia afirmado estar os seus nomes escritos no Céu:
 
 
"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estar o vosso nome escrito nos céus." — (Lc 10:20).
 
 
6 —Jesus já havia soprado do Seu Espírito sobre eles:
 
 
"E, havendo dito isso assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo". — (Jo 20:22).
 
 
7 — Os Discípulos já estavam, salvos, limpos e com os seus nomes escritos nos Céus - já tinham recebido o Espírito Santo através do sopro do Senhor, mas, ainda não estavam batizados no Espírito Santo. Eles já haviam recebido certa porção do Espírito de Deus, mas, ainda precisavam serem batizados.  Nada mais compreensível! Não é mesmo? A Bíblia é clara. Você nem precisa gastar muito da sua intelectualidade, nem dos seus conhecimentos em hermenêutica e semântica. O Espírito Santo te ajuda, Ele é o Mestre por excelência. — (Jo 14:26; Jo 15:26).
 
 
8 — Está bem esclarecido nas Sagradas Escrituras que, o recebimento do Espírito Santo no ato da conversão, é uma operação que somente Ele é capaz de fazer, pois é Ele quem convence o homem — (Jo 16:8-14):
 
 
“E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo: do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar”.
 
 
9 — O batismo no Espírito Santo é uma doutrina distinta da Bíblia Sagrada e o ato da conversão é outro. A presença do Espírito no ato da conversão é comprovada, porque, é Ele quem convence o pecador. Inclusive há irmãos que são batizados no Espírito Santo, simultaneamente ao ato da conversão. Outros são batizados no momento em que são batizados nas águas.
 
 
XVIII. O QUE EVIDENCIA O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
 
 
1 — Está patente nas Sagradas Escrituras que, o recebimento do Espírito Santo é comprovado pelo fato de falar em línguas desconhecidas, pelo poder sobrenatural de Deus. Há muitos que se encontram confundidos quanto ao falar em línguas estranhas, porque não distinguem entre o falar em línguas como evidência do batismo no Espírito Santo e o falar em línguas como um dos nove dons, destacados em —1Coríntios 12:10:
 
"E a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas."
 
 
XIX. LÍNGUAS COMO EVIDÊNCIA DO BATISMO
 
 
1 — As línguas como evidência do batismo no Espírito Santo, foram manifestadas em outras ocasiões depois do dia de Pentecostes e a exemplo disto, temos o ocorrido na casa de Cornélio. Ao relatar sobre o que lá ocorrera, Pedro não considerou como um dom de línguas. Não julgou ser alguma coisa adicional, sem relação direta com o batismo no Espírito Santo. Tanto Pedro, quanto os seus companheiros entenderam que o falar em línguas na casa de Cornélio, foi um ato intrinsecamente associado ao derramamento do Espírito e era primeiramente resultado do batismo. Notemos que quando os gentios foram tomados por um arrebatamento e extasiados adoravam a Deus em línguas estranhas, Pedro entendeu que, o que estava acontecendo era simplesmente o batismo no Espírito Santo — (Atos 10:47).
 
 
"Pode alguém recusar a água para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo?"
 
 
XX. MOTIVO DO DUPLO IMPERATIVO – IDE E PREGAI E IDE E ENSINAI

 
1 — Assim como em Éfeso, conforme Atos 19, não foi diferente e simplesmente, outra vez o impacto característico do batismo no Espírito Santo, evidenciado pelas línguas. Assim, em qualquer lugar no Livro de Atos, o falar em línguas está sempre associado ao enchimento do Espírito Santo. E a única confirmação encontrada no Novo Testamento de que uma pessoa foi batizada no Espírito Santo, está no falar em línguas estranhas. Não há outra evidência. Nesse caso a Bíblia não menciona sobre a necessidade da interpretação.
 
 
2 — Há os que perguntam: por que que o povo Pentecostal admite o falar em línguas como evidência individual do batismo no Espírito Santo, quando também houve outros elementos, como o fogo e o vento impetuoso no dia de Pentecostes?
 
 
3 — É verdade que as três coisas se manifestaram na mesma ocasião, mas conforme consta registrado no livro de Atos, somente o falar em outras línguas ocorreu outras vezes quando os primitivos cristãos receberam o batismo no Espírito Santo, em diferentes ocasiões e lugares. Podemos admitir que Deus tenha escolhido o falar em línguas como evidência inicial do batismo no Espírito Santo. Vale considerar, que o Espírito Santo é uma Pessoa, e uma das características de uma personalidade é a habilidade de falar.
 
 
4 — O falar em línguas demonstra que o Espírito Santo tem obtido o controle do crente em todo o seu ser. Reafirmamos: Falar em línguas é a evidência do batismo no Espírito Santo, embora, nos tempos modernos, há os que buscam cegamente a contextualização da Igreja, a qualquer custo, sobre o pretexto da cosmovisão (cosmo + visão), que é a concepção ou visão do mundo sobre o contexto do relativismo evasivo ou mundividência = Modo de perceber, de ver o mundo; concepção, visão de mundo. Modo de conceber o mundo que influencia a vida espiritual do ser humano: mundividência cristã. Percepção global ou concepção científica que retrata a organização do universo, do cosmos.
 
 
5 — Descobrem-se outros meios que não dependem do falar em outras línguas.
 
 
6 — A cosmovisão é uma teoria que prega que todas as coisas podem ser boas ou más dependendo da visão pessoal, levando o homem a viver toda a forma de sua vida enquanto na terra, sem se atrelar imediatamente à vida de fé e esperança com dependência total do Reino Celestial. É o que consideram de: politicamente correto.
 
 
7 — O pretenso batismo sem a manifestação das línguas estranhas subestima o poder do Espírito Santo e subjuga sua ação para acomodar e legitimar uma forma meramente humana. Se o batismo nas águas (sepultamento ou imersão) é visível, por quê que o batismo no Espírito Santo seria para dentro, quando seu objetivo é justamente espalhar (para fora) os crentes, cumprindo-se o "ide" de Jesus?
 
 
8 — Seria inocente pensar que o homem pode neutralizar o "theopneustos" (Théos = Deus + pneuma = sopro ou Espírito) que no grego tem o significado de "soprado ou inspirado por Deus”. Com a ausência da operação do Espírito, a Igreja passa a viver sob a influência puramente humana, absorvendo o impasse de adiáforo. São práticas da Igreja não exigidas e tampouco proibidas pelas Escrituras – são crenças não essenciais à salvação em Cristo.
 
 
9 — Aos gálatas, que viviam a indecisão entre a verdade e a pregação dos judaizantes, Paulo aconselha — (Gl 5:16):
 
"Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne."
 
 
“E eu quero que todos vós faleis línguas estranhas; mas muito mais que profetizeis, porque o que profetiza é maior do que o que fala línguas estranhas, a não ser que também interprete, para que a Igreja receba edificação. Assim, também vós, como desejais dons espirituais, procurai sobejar neles, para a edificação da Igreja. Pelo que, o que fala língua estranha, ore para que a possa interpretar." (1Co 14:5, 12-13).
 
 
10 — A alusão de Paulo, no texto em apreço, diz respeito às línguas estranhas como dom. Aqui não se trata do batismo, mas, do dom. — 1Co 12:9-11.
 
 
XXI. O PROPÓSITOS DOS DONS DE ELOCUÇÃO
 
 
1 — Os dons de elocução correspondem com os tipos de dons em que Deus exprime sua vontade. Elocução significa dicção, locução ou expressão. Nesta classificação encontram-se os dons de profecia, variedades de línguas e o dom de interpretação, estes possuem como propósito, edificar, exortar e consolar a Igreja de Jesus.
 
2 — Discorremos neste tópico a respeito dos três dons de elocução: profecia, variedade de línguas e interpretação. Qual o propósito destes dons? Atualmente temos visto muita confusão e falta de sabedoria no uso destes dons, em especial o de profecia, por isso, precisamos estudar com afinco este tema a fim de que não sejamos enganados pelos falsos profetas. Paulo exortou os crentes de Corinto para que eles procurassem com zelo os dons espirituais e em especial o dom de profecia, pois aquele que profetiza edifica toda a Igreja. Por isso, ao estudar sobre este assunto, ore e peça que o Senhor te conceda os dons de profecia, de falar em línguas estranhas e o de interpretá-las.
 
 
3 — Toda profecia de origem divina se cumpre: A profecia de Gêneses 3:15 se cumpriu (Mt1:25) — A profecia presente no Salmo 22:16, “transpassaram-me as mãos e os pés” se cumpriu na cruz.  — A profecia que Jesus nasceria em Belém (Mq 5:2) se cumpriu.
 
Logo, toda profecia que tem como origem em Deus se cumprirá.
 
a)   - O que é o dom de profecia?  
 
b)   - a relevância do dom de profecia.  
 
c)    - Propósito da profecia: O dom de profecia corresponde com a mensagem verbal inspirada pelo Espírito Santo na língua conhecida pelo mensageiro e pelo destinatário. Sendo que a mensagem é divina.
 
4 — Porém, a Igreja deve ser ciente que há três tipos de profecia, conforme a origem: divina, carnal e diabólica. A mensagem quando é de origem divina conforta, consola e edifica. Já a mensagem humana e a diabólica provocam no seio da comunidade confusão, não edifica e nem consola.
 
XXII. O DOM DE INTERPRETAÇÃO
 
 
1 — O dom de interpretação corresponde com a identificação da mensagem divina e não com a tradução de uma língua. O dom de interpretação difere do dom da profecia por ser um dom associado a outro. Alguém fala em línguas e outra pessoa interpreta. Por fim, o presente dom não foge do propósito dos anteriores; edificar, exortar e consolar.
 
 
2 — Portanto, os dons de elocução estão associados com três palavras chaves para uma Igreja local saudável. Estas palavras são ministério, adoração e dom. Ministério é o executar do dom. Adoração é a ação de gratidão em forma de louvor e oração. E dom é o ministério em ação.
 
3 — A Palavra de Deus nos exorta a não desprezarmos as profecias, todavia precisamos examiná-las com sabedoria, de acordo com a Palavra de Deus, pois muitos falsos profetas têm se levantado atualmente, conforme vemos em 1Tessalonicenses 5:20-21. Ressalto que, a Igreja não pode deixar de julgar as profecias e discernir os espíritos. É de extrema necessidade que a Igreja julgue as profecias e que cada membro em particular seja orientado a julgar também.
 
 
4 — As línguas como edificação para a Igreja: Os que receberam a bênção de falar em línguas estranhas são instruídos pela Palavra de Deus a orarem a fim de alcançarem também a habilitação para as interpretar, para que o Corpo de Cristo seja edificado.
 
 
5 — O que é o dom de variedades de línguas? De acordo com o teólogo pentecostal Thomas Hoover, o dom de línguas é “a habilidade de falar uma língua que o próprio falante não entende, para fins de louvor, oração ou transmissão de uma mensagem divina”. Segundo Stanley Horton, “alguns ensinam que, por estarem alistados em último lugar, estes dons são os de menor importância”. Ele acrescenta que tal “conclusão é insustentável”, pois as “cinco listas de dons encontradas no Novo Testamento colocam os dons em ordens diferentes”. O dom de variedades de línguas é tão importante para a Igreja quanto os demais apresentados em 1 Coríntios 12.
 
 
6 — Qual é a finalidade do dom de variedade de línguas?  — O primeiro propósito é a edificação da vida espiritual do crente - (1Co 14:4). As línguas, ao contrário da profecia, não edificam ou exortam a Igreja. Elas são para a devoção espiritual do crente que recebe este dom. À medida que o servo de Deus fala em línguas estranhas vai sendo também edificado, pois o Espírito Santo o toca e o renova diretamente. — (1Co 14:
 
 
XXIII. ATUALIDADE DOS DONS E OS CESSACIONISTA
 
 
1 — É preciso deixar claro que a variedade de línguas não é um fenômeno exclusivo do período apostólico. O Senhor continua abençoando os crentes com este dom e cremos que assim o fará até a sua vinda. No Dia de Pentecostes, todos os crentes reunidos no cenáculo foram batizados no Espírito Santo e falaram noutras línguas pelo Espírito — (At 1:4-5; 2:1-4). É um dom tão útil à vida pessoal do crente em nossos dias quanto o foi nos dias da Igreja Primitiva. Uma corrente da teoria cessacionista afirma que os dons do Espírito são habilidades naturais, santificadas e aperfeiçoadas por Deus após a conversão do indivíduo.
 
 
2 — Uma outra, acredita que os dons espirituais não são para os tempos hodiernos, mas estiveram restritos ao período apostólico. No entanto, ao lermos as Sagradas Escrituras, não encontramos qualquer evidência de que os dons do Espírito tenham cessado com a morte dos apóstolos e muito menos de que se trata de talentos humanos santificados.
 
 
3 — O argumento antipentecostal é fundamentado na hermenêutica naturalista, que nega qualquer elemento sobrenatural nas Escrituras. Portanto, a dedução dos cessacionistas não é possível e nem necessária como método de interpretação do Novo Testamento.
 
 
4 — A atualidade dos dons espirituais é confirmada pela Escritura e experiência cristã. No primeiro caso, podemos citar os propósitos dos dons, especificamente, o de fortalecer a Igreja — (1 Co 14:3-4,26). Se os dons cessaram após a morte dos apóstolos, por que Paulo escreveria à Igreja de Corinto para que buscassem ardentemente os dons e zelassem por eles, sabendo que os dons não durariam mais do que 50 anos? Não há qualquer analogia plausível para sustentar tal absurdo. A experiência pentecostal de incontáveis cristãos, em todas as épocas e lugares, é evidência complementar da atualidade dos dons conforme a verdade bíblica.
 
 
5 — Definição do dom: — Thomas Hoover ensina que a interpretação das línguas é “a habilidade de interpretar, no próprio vernáculo, aquilo que foi pronunciado em línguas”. Na Igreja de Corinto havia certa desordem no culto com relação aos dons espirituais, por isso, Paulo os advertiu dizendo: “E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, quando muito, três, e por sua vez, que haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na Igreja e fale consigo mesmo e com Deus” — (1Co 14:27-28).
 
 
6 — Há diferença entre dom de interpretação e o de profecia? Embora haja semelhança, são dons distintos. O dom de interpretação de línguas necessita de outra pessoa, também capacitada pelo Espírito Santo, para que interprete a mensagem e a Igreja seja edificada. Do contrário, os crentes ficarão sem entender nada. Já no caso da profecia não existe a necessidade de um intérprete. Estêvão Ângelo de Souza definiu bem essa questão quando disse que “não haverá interpretação se não houver quem fale em línguas estranhas, ao passo que a profecia não depende de outro dom”.
 
 
7 — Variedade de línguas — (1Co 12:10) — O dom de variedade de línguas é diferente das línguas estranhas como evidência do Batismo no Espírito Santo. Segundo a Bíblia, as línguas estranhas são um sinal para os não crentes — (1Co 14:22). Quem possui este dom deve orar pedindo que o Senhor também conceda o dom de interpretação. O que profetiza edifica o outro, mas o que fala línguas estranhas edifica a si mesmo. Parece que na Igreja de Corinto havia uma desordem no culto quanto aos dons de línguas. Paulo exorta os crentes dizendo que eles estavam “falando ao ar” — (1Co 14:9), ou seja, não havia proveito algum, já que ninguém era edificado. As línguas estranhas continuam sendo um sinal divino para a Igreja atual e não deve ser desprezado, todavia quem já possui este dom deve buscar interpretar as línguas.
 
 
8 — Interpretação de línguas — É uma habilidade sobrenatural, concedida pelo Espírito Santo, que torna o crente capaz de interpretar, na sua própria língua, aquilo que foi dito pelo crente em línguas estranhas. Paulo advertiu os irmãos de Corinto quanto ao uso deste dom — (1Co 14:27-28). Se não há intérprete, a vontade de Deus não é revelada e a Igreja não é edificada, exortada ou consolada. O dom de interpretação complementa o dom de profecia. Os dons de poder são para os crentes atuais. Segundo John Sttot, “os dons são atuais, contemporâneos, úteis e necessários”.
 
 
XXIV. AS LÍNGUAS COMO EDIFICAÇÃO INDIVIDUAL
 
1 — Ressaltamos que, embora haja diferença na operação e no propósito das línguas, a finalidade, é sempre a mesma: estar cheio do Espírito Santo — com a precípua finalidade de servir de proveito para a Igreja de Cristo e a glória devida a Deus. Em Primeira aos Coríntios 14:2-5, Paulo escreve de forma detalhada — Nestes casos não há necessidade de intérprete até mesmo porque, a língua é estranha, e uma vez sendo estranha, é porque ninguém a conhece, o que o próprio texto afirma:
 
 
Porque o que fala língua estranha não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém a entende, e em espírito fala de mistérios.” 1Coríntios 14:2.
 
 
Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação”. —1Coríntios 14:3).
 
 
“O que fala língua estranha edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a Igreja" 1Coríntios 14:4).
 
 
“E eu quero que todos vós faleis línguas estranhas; mas muito mais que profetizeis, porque o que profetiza é maior do que o que fala línguas estranhas, a não ser que também interprete, para que a Igreja receba edificação." — (Coríntios 14:5).
 
 
2 — As línguas estranhas não devem faltar por não haver quem as interpretem, por se tratar de dom de Deus para a Igreja. E é dever do crente em Cristo, viver em constante oração, para que a Igreja, fale em línguas, interprete, profetize, cure os enfermos e busque os demais dons do Céu para que não fiquemos como que uma terra inútil que não produz nada, como uma comida sem sal, que a ninguém agrada.
 
 
3 — Não há quem possa administrar os dons do Espírito Santo, a não ser o próprio Espírito Santo. Afinal, ninguém tem dom nenhum, os dons são do Espírito, é Ele quem distribui, segundo lhe apraz, a cada um dos que foram lavados no precioso Sangue de Jesus (1Co 12:1-11).
 
XXV. ALGUMAS RESTRIÇÕES QUANTO ÀS LÍNGUAS ESTRANHAS
 
 
1 — Nos casos da manifestação das línguas tanto em Jerusalém, quanto em Cesaréia e Éfeso, onde todos falaram em línguas, não houve nenhuma exigência, porque o que ocorreu ali, foi o batismo no Espírito Santo. Mas, considerando as línguas como dom de elocução, há sim, restrições. Nesse caso nem todos falam em línguas.
 
 
"Têm todos o dom de curar? Falam todos diversas línguas? Interpretam todos”?  — 1Co 12:30.
 
 
Há necessidade de que haja interpretação: — (1Co 14:13-26; 28).
 
 
Estão sujeitas às limitações: — (1Co 14:27-28) "E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, quando muito, três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na Igreja e fale consigo mesmo e com Deus".
 

2 — Estas considerações, que regulamentam o dom de línguas estranhas, visam um fim proveitoso para a Igreja do Senhor, sem, contudo, reduzir a importância das línguas estranhas em qualquer das formas que o Espírito Santo nos concede que falemos.
 
 
"E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem." (Atos 2:4).
 
 
3 — Paulo era grato a Deus por falar em línguas, e mais do que todos os Coríntios. Na Igreja, porém, diz que preferiria falar cinco palavras com seu entendimento, a fim de que pudesse, pela sua voz ensinar aos outros, do que dez mil palavras em línguas — (1Co 14:18-19). Mas não deseja com isso excluir as línguas. É parte legítima de sua adoração — (1Co 14:26). Paulo lhes adverte para que cessem de proibir o falar em línguas. Segundo parece, alguns não gostavam da confusão causada pelo uso exagerado das línguas. Procuravam solucionar o problema por meio da proibição total do falar em línguas. Mas a experiência era preciosa, e a bênção excelente, para a maioria dos coríntios aceitar essa proibição. Alguns dizem hoje: ‘Há problemas envolvidos no falar em línguas; vamos evitá-las, portanto’. Mas não foi essa a solução de Paulo para si, nem para a Igreja. Até mesmo os limites que Paulo impõe não tinham a intenção de impedir as línguas. Tratava-se, apenas, de dar mais oportunidade, para maior edificação a outros dons”.
 
 
3 — Na Primeira Carta do apóstolo Paulo aos Coríntios
—12:7,10-12; 14:26-32, o apóstolo transmite para a Igreja, lições as mais importantes para àquela Comunidade. Lição, cujo valor intrínseco tem a mesma importância para a Igreja do Senhor nos dias de hoje, como terá, para até o arrebatamento. São diretrizes para melhor aproveitamento deste dom em todas as atividades da Igreja e principalmente, na evangelização:
 
 
Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil; e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. — (1 Coríntios 12:7,10-12).
 
 
Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, quando muito, três, e por sua vez, e haja intérprete.  Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja e fale consigo mesmo e com Deus.  E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.  Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro. Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros, para que todos aprendam e todos sejam consolados.  E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. — 1Coríntios 14:26-32).
 
 
XXVI. OS ASPECTOS DO DOM DE LÍNGUAS
 
 
1 —Assim como o Fruto do Espírito é UM, mas NÔNUPLO em seus aspectos, o dom de Línguas é UM, mas QUÍNTUPLO, na seguinte forma:
 
 
a) - línguas faladas quando o crente é batizado no Espírito Santo;
 
 
b) - o Dom de Línguas para edificação pessoal;
 
 
c) - línguas para a edificação do Corpo do Senhor;
 
 
d) - línguas para a oração, que excede a língua para edificação pessoal;
 
 
e) - línguas como um sinal.
 
 
2 — A Palavra de Deus deixa bem claro o valor e a necessidade do dom de línguas na Igreja. Desde os primórdios este dom tem sido a evidência maior da presença dos demais dons. Comparar o dom de línguas como o menor entre os demais, é ser incoerente com a Palavra de Deus e com a manifestação do Espírito Santo na Igreja do Senhor. —1Coríntios capítulos 12, 13 e 14; Atos 2; 10; Marcos 16:17  O fenômeno das línguas aparecem  na Palavra de Deus e principalmente no Novo Testamento de várias formas, a saber: Como no dia de Pentecostes, falar em outras línguas: At 2:4 — Falar em línguas: At 10:46; 19:6; 1Co 12:30; 14:5-6, 18, 23; 1Co 14:2, 4, 13 — Falar em línguas de homem e de anjos: 1Co 13:1 — Falar em novas línguas: Mc 16:17 – Variedades de línguas: 1Co 12:10-28 — Línguas: —1Co 13:8; 14:22 – Uma língua: 1Co 14:14, 19, 26.
 
 
XXVII.  O BATISMO COM ESPÍRITO SANTO E COM O FOGO
 
 
1 — A declaração de João Batista em Mateus 3:11 "e com fogo" tem dado motivo para várias interpretações aos estudiosos das Sagradas Escrituras. Alguns acham que aqui temos dois batismos, um no Espírito e outro no Fogo e que este último fala de juízo, provavelmente até do inferno. Assim interpretaram Orígenes e outros Pais da Igreja: Neander, Meyer, de Wette, Lange, entre outros. Harmonia dos Evangelhos – JUERP – Rio de Janeiro.
 
 
2 — Outros acham que o fogo, neste caso, significa o fogo que destruirá o mundo no último dia. Outros há que relacionam esse fogo com o purgatório. Mas, essas interpretações falham ao considerar que o fogo do versículo 11 e o fogo do versículo 12 não falam do mesmo ministério de Cristo.
 
 
3 — O ministério do Espírito, seria com fogo, assim como o ministério de João foi com água. É bem verdade também que Cristo julgará — (Mt 3:12), e que o fogo é símbolo do juízo. Cristo tem por ministério, limpar, purgar, e isto será para aqueles que aceitarem o ministério do Espírito Santo. Mas, a interpretação que aceitamos é de que o fogo do versículo 11 indica o caráter do batismo no Espírito, considerando que o modo como ele veio (no Pentecostes) tenha sido como vento, dotado de poder, força, como se fora um fogo impelido pelo vento; e quanto aos seus efeitos seriam isso a purificação do povo de Deus (na qualidade de fogo produziria a purificação) e a transmissão de poder (usando a força do fogo).
 
4 —Temos pois, uma dupla referência aos efeitos do fogo: a primeira de limpar, de purgar o bem e a segunda de destruir o mal. Em Marcos 9:49-50, contém uma referência semelhante, e pode ser usada como ilustração:
 
 
"porque cada um será salgado com fogo, e cada sacrifício será salgado com sal.” Bom é o sal, mas, se o sal se tornar insulso, com que o adubareis? Tende sal em vós mesmo, e paz uns com os outros" — (Lc 14:34).
 
 
5 — O símbolo do batismo no Espírito (fogo) e o caráter e os resultados desse último batismo mostram a superioridade do ministério de Jesus, em contraste com o de João. Entendemos que, o batismo com fogo, e a provação do crente "Importa, porém, que seja batizado com um certo batismo: e como me angustio até que venha cumprir-se". (Lc 12:50).
 
 
6 - No contexto desta passagem, o Senhor fala das provas pelas quais o crente passa em função da dissensão causada por sua conversão a Ele — (Lc 12:51-53). Já em Apocalipse 4:5, há uma referência ao fogo espiritual, causado pelo batismo no Espírito Santo, o apresentado como "lâmpadas de fogo":
 
 
E do trono saíam relâmpagos, e trovões, e vozes e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus”.
 
 
7 — Línguas como que de fogo At 2:3. Esse fogo de que fala o texto sagrado é sobrenatural e celestial. Não é fogo estranho. Vejamos algumas características do fogo e que podem ser aplicadas no campo espiritual:
 
a) - O fogo alastra-se, comunica-se;
 
 
b) - O fogo purifica: Contra a impureza espiritual, a principal força é o Espírito Santo;
 
c) - O fogo ilumina: É o saber, o conhecimento das coisas de Deus;
 
 
d - O fogo aquece: A Igreja é o Corpo de Cristo. Todo corpo vivo é quente;
 
 
e) - O fogo para queimar bem, depende muito da lenha (madeira), se ela é boa ou ruim;
 
f) - O fogo tanto estira o ferro duro como a roupa macia;
 
 
g) - Foi o fogo do céu que fez do templo de Salomão a Casa de Deus. Nós somos templos do Espírito Santo (2Cr 7:1 e 1Co 3:16).
 
 
h) - “Quem nasce sob o fogo não esmorece sob o sol”.

Duas passagens bíblicas onde esses princípios de interpretação devem ser levados em conta é, sem dúvida alguma, Mateus 3.11 e Lucas 3.16. Nesses textos, João, o batista, diz que o Messias seria aquele que batizaria “com o Espírito Santo e com fogo”. O sentido atribuído por alguns a essas Escrituras, a grosso modo, é que Jesus batiza os crentes com o Espírito Santo e o ímpios com o fogo da condenação. Há, portanto, segundo essa interpretação dois batismos: um com o Espírito Santo e outro com fogo. Os pentecostais são acusados de fazer uma exegese superficial desses textos porque divergem desse entendimento. Mas uma exegese que leva em conta os princípios de interpretação enumerados acima não deixa dúvida que a expressão “batismo com o Espírito Santo e com fogo” se refere a uma única experiência e que está ligada ao evento de Pentecostes, conforme registra Atos 2.1-4.  Em outras palavras, a expressão “batismo no Espírito Santo e com fogo” é uma referência à chama pentecostal que veio sobre os discípulos no Cenáculo. Não há dúvida que todo teólogo sério, despido de preconceito confessional, e que leva em conta os princípios hermenêuticos e exegéticos de interpretação sabe que o entendimento pentecostal desse texto conta com solida fundamentação exegética. Impressiona a maneira dogmática de alguns teólogos na análise desse texto. Motivados por um zelo de natureza simplesmente confessional e, muito mais por um anti-pentecostalismo radical, não se dão conta quem nem mesmo estão observando as regras que são exigidas na interpretação de um texto bíblico. Parece que se valem da velha máxima ensinada por Arthur Schopenhauer para se ganhar um debate. Schopenhauer ensinou como se ganhar um debate, mesmo sem ter razão. De acordo com ele quando alguém está em desvantagem em um debate, isto é, não tem razão, a única forma de tentar vencê-lo é acusando ou ironizando o desafiante.  Parece-me que muitos estão recorrendo a esse método para tentar desqualificar a hermenêutica pentecostal.

“Este bendito batismo será também com fogo. O próprio acontecimento do Pentecostes com a descida do Espírito Santo sobre a Igreja, harmoniza plenamente com as línguas como de fogo, repartidas sobre cada um dos presentes (...) O simbolismo do fogo está ligado a representação de Deus. O fogo é sinal da presença de Deus, como quando apareceu a Moisés como chama de fogo (Ex 3.2). Nesse mesmo sentido o fogo foi sinal de aprovação divina, como na construção do Tabernáculo (Lv 9.24); no sacrifício de Elias no monte Carmelo (1 Rs 18.38). Sinal da proteção divina, como ocorreu com a condução de Israel (Ex 13.21) (MILLOS, Samuel Perez. Echos – Comentário Exegético ao texto griego del Nuevo Testamento, pp. 139. Editorial CLIE).  
 

XXVIII. AÇÃO DO ESPÍRITO
 
 
Com o advento do Espírito Santo a Igreja passou a contar com os dons espirituais. A Igreja adotou em sua caminhada a presença dos dons, cumprindo-se as profecias, especialmente a de Joel, que diz respeito aos sinais e maravilhas. Passou a presenciar curas milagrosas e libertação (Mc 16:17-18); efetivando com poder e anunciação do evangelho de Cristo (Mc 16:15-16), além de evidenciar a fé (Rm 1:17), preservando ainda o ensino da Palavra (Mt 26:20 e 1Co 4:17).
 
 
XXIX. DONS DO ESPÍRITO                                       
 
1 — Todo esse dinamismo se vê na Igreja do Senhor por meio dos dons (phanerosis, no grego) espirituais descritos em 1Co 12:27-31.
 
 
a) - Dom da Palavra da Sabedoria;  
 

b) - Dom da Palavra do Conhecimento;
 
 
c) - Dom de Discernimento de Espírito;
 
 
d - Dom da Fé;
 
e - Dom de Curas;  
 
f) - Dom de Operação de Milagres;
 
g) - Dom de Profecia;  
 
h) - Dom de Variedade de Línguas;
 
i) - Dom de Interpretação de Línguas.
 
 
2 — Os dons são divididos em três grupos distintos, na forma discriminada abaixo:
 
 
a) - Ciência - Sabedoria, Conhecimento e Discernimento;  
 
b) - Poder - Fé, Curas e Operação de Maravilhas;
 
d)   - Palavra - Profecia, Variedade de Línguas e Interpretação de Línguas.
 
 
3 — Bem depois do dia de Pentecostes, a Bíblia continua exortando o crente a se empenhar na busca pelos melhores dons, dizendo:
 
 
"Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente" (1Co 12:31).
 
 
4 — Fé, a fé é um equipamento indispensável à vida do cristão. A Bíblia diz que aquilo que não é realizado por meio da fé não tem valor, e que sem fé é impossível agradar a Deus, pois o justo viverá da fé e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele." (Hb 10:38). Por intermédio dela tudo é possível, pois ela é o firme fundamento, das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se veem", (Hb 11:1). O teólogo medieval Ancelmo da Cantuária, que viveu entre 1033 a 1109 d.C e que formulou o Argumento Ontológico da existência de Deus, dizia que a tarefa da Teologia era a fé em busca de entendimento (fides quaerens intellectum). (a fé que procura inteligência).
 
 
XXX. REFUTANDO AS DIVERGÊNCIAS DOUTRINÁRIAS CONTRA O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
 
1— Pregam os cessacionistas a estes princípios, que o pentecostalismo clássico defende a doutrina do batismo no Espírito Santo como uma segunda, subsequente e definitiva experiência. Quer dizer que a primeira experiência é a conversão, não suficiente, por isso exige-se uma segunda experiência, afirmam, que deve ser buscada intensamente através de oração, vigílias, jejuns e clamores.
 
 
Refutação:
 
Convertido na Assembleia de Deus desde 1958, eu nunca ouvi alguém pregar nesses termos. Cremos sim, que o batismo no Espírito Santo é o cumprimento da promessa nas vidas daqueles que já “estão salvos” e tiveram pela misericórdia de Deus fé para crer na promessa. Na verdade, essa promessa é para os que creem. A pessoa pode ser “salva”, e não ser batizada no Espírito Santo. Mas, os “salvos” precisam entender que as bênçãos de Deus é algo infinito, imensurável e indiscutível. Discutir para confirmar a veracidade dos fatos é ser coerente, mas para negar, é incoerência.
 
 
2—Afirmam que a evidência clássica de que alguém foi batizado seria então uma experiência de profunda comoção emocional, seguida de falar em línguas estranhas ininteligíveis. A ideia de experiência definitiva advém da linguagem pentecostal de tratar esta experiência como um divisor de águas, assim como a conversão. Alguém é ou não convertido. Assim, alguém é ou não batizado no Espírito Santo.
 
 
Refutação:
 
Na verdade, o crente ao ser batizado no Espírito Santo passa pela experiência de um profundo envolvimento com o Espírito de Deus. Classificar de comoção, só não insere o indivíduo em Mc 3:29, porque a misericórdia de Deus não tem limite. Mas, veja o contraste:
 
 
Sl 19:1 — Rm 1:18. Então é melhor atender Hb 3:7-8 - porque a misericórdia de Deus não excede a Sua justiça! A recomendação de Paulo é para que haja intérprete, não havendo, há necessidade de buscar o dom de interpretar. O desprezar um dom em detrimento da falta de outro, é falta de fé. É ignorar a fé e os méritos divinos. Mas quanto o alguém estar convertido, é sinal que o Espírito Santo tenha operado em sua vida, mas essa operação da conversão ainda não é o batismo propriamente dito, este assunto está bem discriminado acima. Os discípulos já estavam, salvos, limpos, já haviam até recebido o sopro do Espírito do próprio Senhor Jesus, e ainda mais, com os nomes escritos no Céu, mas ainda não estavam batizados.
 
 
3—Os não pentecostais defendem que o batismo no Espírito Santo sempre ocorre quando os pecadores se convertem a Jesus Cristo, que os integra regenerados pelo Espírito Santo, à Igreja.
 
 
Refutação:
 
É bem verdade que o milagre da conversão é uma operação do Espírito Santo, mas, isto está patente nas Sagradas Escrituras, que o indivíduo estando convertido (convencido pelo Espírito e regenerado) não quer dizer que ele já esteja batizado no Espírito Santo. O que está bem claro em Atos 19, bem como nas demais passagens atinentes.
 
 
4— Afirmam ainda os contrários a essa doutrina que, ser batizado no Espírito Santo é símbolo de ser convertido.
 
Refutação:
 
Em nem uma passagem bíblica aprendemos assim, não há na Bíblia sequer uma referência de alguém que tenha sido batizado no Espírito Santo, sem a evidência de falar em línguas. E a Bíblia, em parte alguma mistura esses dois atos do Espírito Santo. Na Bíblia não há amparo para essa confusão.
 
 
5—Que o Espírito Santo não é uma força ou substância, mas, um ser, e por isso alguém tem ou não o Espírito Santo, mas não é possível ter um pouco mais ou um pouco menos do dele.
 
 
Refutação:
 
O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Trindade, ter um pouco mais, ou um pouco menos dele como "substância" é realmente impossível, mas à medida da fé, à medida da não rejeição aos méritos divinos, o crente pode até ser batizado conforme a promessa e em seguida receber dons. Há crentes que nunca serão batizados no Espírito Santo, pois não acreditam. Não haver recebido ainda, mas, crendo e buscando em oração é uma coisa, mas, não receber por não crer na promessa é outra. É incredulidade.
 
 
6 — Se alguém não tem o Espírito esse não é dele, que assim a prova da conversão é ter o Espírito, que Ele é o penhor, a garantia, da nossa herança, que Ele nos foi outorgado no dia em que convertemos.
 
 
Refutação:
 
Ter o Espírito Santo não quer dizer que o crente já está batizado, se fosse assim, os discípulos que até já haviam recebido o sopro de Jesus, lhes dizendo: recebei o Espírito Santo, já estavam então batizados também. Ter o Espírito e ser dele é uma coisa, mas ter o Espírito, sendo dele e não haver sido batizado no Espírito Santo é outra.
 
7 — Que a expressão batismo no Espírito Santo é exclusiva do Novo Testamento onde aparece por sete vezes, e apresentam as seguintes passagens Bíblicas (Mt 3:11; Mc 1:8; Lc 3:16; Jo 1:33; At 1:5; At 11:16; 1Co 12:13), e é o cumprimento da expectativa do derramamento do Espírito Santo anunciado no Antigo Testamento. Que Pedro no dia de Pentecostes igualou o derramamento, conforme Joel ao batismo; pois que as duas expressões são idênticas, e apresenta (At 1:4-5; 2:17-33).
 
 
Refutação:
 
Realmente esta expressão é do Novo Testamento, até porque o batismo no Espírito Santo foi uma promessa para os crentes da Nova Aliança, para os da dispensação da graça, para o povo hodierno (nós) e a pregação de Pedro não podia ser diferente, pois um ato era cumprimento do outro. Seria incompreensível se em seu sermão Pedro enfatizasse sobre a Festa dos Tabernáculos, ou da Páscoa, ou sobre a profecia de Jeremias a respeito do cativeiro na Babilônia. Mas as alusões ao derramamento do Espírito no Velho Testamento, não faltaram.
 
 
8— Que o batismo é uma cerimônia "iniciática" e nunca subsequente, e que o dom do Espírito Santo é uma experiência cristã inicial.
 
 
Refutação:
 
Digamos que o batismo nas águas, seja uma cerimônia iniciática, para o indivíduo ingressar no cristianismo. Quanto aos dons do Espírito, tudo começa com o batismo no Espírito Santo que pode acontecer até mesmo antes do batismo nas águas.
 
 
9 — Que a vida e ministério de Jesus foram entendidos como "ministério do Espírito" e apresentam (2 Co 3:8). Que João resumiu essa perspectiva falando acerca do batismo no Espírito Santo que seria dado por Jesus, e apresentam (Mc 1:8; Jo 1:33).
 
Refutação:
 
João não batizava ninguém no Espírito Santo, então nada mais correto do que desempenhar seu ministério, ministrar o que era de sua competência, e o demais deixar por conta daquele que viria. João ainda batizava dentro de um sistema judaico. Nada mais correto do que resumir essa perspectiva ao ministério daquele que viria, cujo ministério, seria o ministério do Espírito Santo. Por que não aceitar?
 
 
10 — Que Pedro garantiu o recebimento do dom, da promessa, do batismo, enfim, do derramamento a todos que se arrependessem e cressem, e apresentam (At 2:38-39).
 
 
Refutação:
 
Se Pedro garantiu, pela autoridade que lhe foi delegada, por que não aceitar? Se é para todos!
 
 
11 — Afirmam que em Gálatas 3:2-14 se mostra que o Espírito Santo foi recebido pelos que creram, como fruto da fé que responde.
 
 
Refutação:
 
O batismo no Espírito Santo, vem pela fé adquirida através da pregação, e a operação do Espírito Santo, com o milagre da conversão, sendo assim,  a pessoa é alcançada pela graça salvadora que há na Bendita Pessoa de Cristo Jesus, agora ela está salva. Então segundo a Bíblia seu coração passa a ser templo do Espírito Santo. Tendo agora, não para completar a salvação, porque não há nada mais completo do que a Obra Redentora no Calvário, mas, para cumprir a promessa em sua vida da maneira que foi cumprida nas vidas dos irmãos, descritos em Atos 19:12.
 
 
12 — Afirmam os contrários a esse princípio que, o ser batizado no Espírito Santo é sinônimo de ser convertido.
 
Refutação:
 
Praticamente é, mas nem sempre a promessa do batismo se cumpre como se cumpriu na casa de Cornélio. Não necessariamente. Pode que aconteça o que aconteceu com os aproximadamente cento e vinte no Cenáculo. Ali havia alguns que já estavam convertidos há mais ou menos três anos, e só foram batizados no dia de Pentecostes. Volto a mencionar o caso de Atos 19:13.
 
 
13 — Que o batismo no Espírito Santo não é regeneração, porque todos os verdadeiros crentes, desde Adão até o dia de Pentecostes, eram pessoas regeneradas, pelo Espírito e salvas pela graça de Deus, mediante a fé no Messias que havia de vir.
 
 
Refutação:
 
É verdade, eram pessoas regeneradas, mas ainda não eram batizadas no Espírito Santo, o dia de Pentecostes ainda não havia chegado. E à luz das Sagradas Escrituras o batismo no Espírito Santo é exatamente para os regenerados. A pessoa precisa ser regenerada (gerada de novo) para receber o batismo no Espírito Santo. O batismo no Espírito Santo, em nada diz respeito a Adão. Este teve o privilégio de morar no Éden, os da época de Noé de serem salvos pela Arca. Mas, a Igreja é povo de Deus também, e essa, foi comprada com o precioso sangue de Jesus. Para a Igreja, aprouve ao Senhor, estabelecer uma Nova Aliança! A Igreja é privilegiada com o batismo no Espírito Santo.
 
 
14 — Que o batismo no Espírito Santo não é repetição do dia de Pentecostes. Porque houve um só dia de Pentecostes, e esse dia jamais poderá repetir-se. Já passou. Já se cumpriu. E assim como Jamais se repetirá o dia do nascimento de Jesus da virgem Maria, e como jamais também se repetirá a morte de Cristo no Calvário.
 
 
 
Refutação:
 
De um lado, a expressão da mais pura verdade, há até um ditado antigo que diz: (nada como Deus no Céu, e um dia após o outro). Essa declaração parece proceder de quem o bom senso fugiu. O dia na verdade não volta mais, Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hb 13:8) e sua promessa e extensiva a todos quanto Deus nosso Senhor chamar (At 2:39).
 
 
15 — Que o batismo no Espírito Santo não é a repetição dos fenômenos do Pentecostes.
 
 
Refutação:
 
O batismo no Espírito Santo nada mais é do que o fiel cumprimento da Palavra de Deus, de Sua promessa feita através de Joel 2:28-32. É uma promessa somente para os que creem.
 
16 — Que não é também propriamente dito, abundância de poder do Espírito Santo no crente em íntima comunhão com Cristo e com o Espírito nem é uma segunda bênção ou uma segunda experiência a ser recebida pelo crente que ora intensamente e constantemente, ou pelos jejuns; e, também o batismo no Espírito Santo não é o mesmo que dom do Espírito e cheio do Espírito. São frases e em diferentes sentidos.
 
 
Refutação:
 
Esta incoerência tem feito com que muitos crentes saem de suas Igrejas tradicionais ou históricas, em busca da promessa do batismo no Espírito Santo, e acabam até se envolvendo com doutrinas escusas, porque a promessa é para todos! Não é nada exíguo como é a mentalidade de muitos, e a alma do crente que tem sede desta bênção. Não há teólogo algum que possa deter a ação do Espírito de Deus. É sim abundância do poder do Espírito Santo. Onde abundou o pecado, a graça superabundou! Se é a segunda, terceira ou quarta, não sabemos, pois as bênçãos advindas de Jesus através do Seu Espírito não dão para enumerá-las. É sim uma bênção recebida pelo crente que ora constantemente, no caso do jejum, também não está excluído, mas não especificamente para receber o batismo, Jesus batiza no Seu Espírito pessoa que nunca tenha jejuado. Segundo a Bíblia o crente é salvo, em seguida o batismo no Espírito Santo, e em seguida os dons. O batismo no Espírito Santo é um, e os dons são nove. O fruto do Espírito é um, mas, nônuplo em seus aspectos. O crente batizado no Espírito Santo, certamente está cheio dele, mas nem sempre o estar cheio dele significa estar batizado nele. A Bíblia é clara. Até mesmo porque foi o Espírito quem inspirou seus cerca de quarenta escritores.
 
 
17 — Ensinam ainda os contrários ao batismo no Espírito Santo nos dias atuais que a alusão ao fogo, feita pelo precursor de Jesus conforme, Mateus 3:11, que ele estava se referindo ao Juízo sobre os pecadores impenitentes. Afirmam que na figura, o trigo são os pecadores que pela graça de Deus, se arrependem de seus pecados e dão frutos dignos de arrependimento, por serem regenerados e novas criaturas, mediante a fé em Cristo como seu Salvador. A palha são os pecadores que, não querendo arrepender-se, morrem em seus pecados e são lançados no fogo inextinguível do inferno. E a pá ou forquilha é o juízo justo de Cristo sobre os homens, crentes e não crentes. Foi Jesus quem batizou no Espírito Santo seus apóstolos, no glorioso dia do Pentecostes, dando testemunho das grandezas de Deus e da salvação que há em Cristo crucificado e ressuscitado. E é também Cristo quem batiza no fogo eterno do inferno. Nesta figura, temos, pois, evidentemente, a doutrina do inferno e a doutrina do juízo eterno de Cristo sobre os iníquos.
 
 
Refutação:
 
Entre as mais duvidosas interpretações do versículo em apreço, a mais improvável é esta. Esta foi a interpretação de Orígenes, Neander, Meyer, de Wette, e outros modernos, e que atualmente é aceita por Igrejas, que desprezam o dom de línguas, e não aceitam o batismo no Espírito Santo, para a Igreja hodierna. Haja vista, que, quando a Bíblia se refere ao fogo, ela está falando de juízo também, mas nesse caso, a interpretação mais aceita é de que o fogo de Mateus 3:11, indica que o caráter do batismo com fogo, é a provação do crente ("Importa, porém, que seja batizado com um certo batismo: e como me angustio até que venha cumprir-se") - Lc 12:50). No contexto desta passagem, o Senhor fala das provas pelas quais o crente passa em função da dissensão causada por sua conversão a Ele (Lc 12:51-53). Já em Apocalipse 4:5, há uma referência ao fogo espiritual, causado pelo batismo no Espírito Santo, apresentado como "lâmpadas de fogo".
 
 
18—Que no dia de Pentecostes, em cumprimento "final" da profecia e das promessas quanto à descida do Espírito Santo, ele se manifestou de maneira singular e "irrepetível" (Manual da Igreja e do Obreiro - 8ª Edição - JUERP).
 
 
Refutação:
 
Se for o caso de anular as demais passagem do Novo Testamento, onde o assunto é sobre o batismo no Espírito Santo, até que dá para aceitar essa ideia, mas, como a Bíblia é enfática em afirmar que se alguém lhe acrescentar alguma coisa Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão escritas neste livro – Logo, não compensa (Ap 22:18-19).
 
 
XXXI. O AVIVAMENTO DA RUA AZUSA EM LOS ANGELES
 
Não sei se com o propósito de mandar uma segunda, ou terceira bênção, como dizem as denominações históricas, Deus levanta, William J. Seymour que foi evangelista no Mississipi e pastoreou uma Congregação da Santidade em Houston, Texas, antes de chegar a Los Angeles, em princípio de 1906, para dirigir uma Congregação afro-americana liderada por Julia W. Hutchins. Durante o tempo em que Seymour esteve no Mississipi, foi influenciado por pessoas que haviam estado sob o ministério de Charles Parham, ministro branco em Topeka, Kansas.
 
 
Parham começou a Escola Bíblica onde ele e seus alunos, começando por Agnes M. Ozman, foram batizados no Espírito Santo e falaram em outras línguas. Por aceitar o batismo no Espírito Santo com a evidência de falar em outras línguas e por ensinar a doutrina Pentecostal, Seymour provocou a ira de alguns membros da Congregação. Expulso da Igreja numa noite de abril, foi muito bem recebido na casa de alguns crentes, onde começou fazer reuniões. Em 9 de Abril Seymour orou pela cura do Irmão Eduard Lee, que além de ser curado, Lee também falou em outras línguas, e passou a testemunhar aos outros a experiência. Mais tarde, naquele mesmo dia, outras 7 pessoas foram batizadas no Espírito Santo e igualmente falaram em outras línguas.
 
 
Em 12 de Abril de 1906, o próprio Seymour experimentou o batismo que pregava. As reuniões cresceram tanto na casa do senhor Lee, que no fim do mês de Abril, o edifício que podia acomodar cerca de 750 pessoas já se encontrava pronto para as reuniões! Em questão de dias, o mover do Espírito atraiu pessoas do mundo inteiro. Em 18 de Abril de 1906 o Daily Times, Jornal de Los Angeles, publicou uma reportagem de primeira página sobre o avivamento. Durante quase mil dias, dezenas de milhares de pessoas de todas as partes do globo visitaram a Rua Asuza e foram tocadas pelo derramamento abrasador do Espírito Santo. Esse movimento é considerado por muitos como a tocha que acendeu a fogueira mundial do Pentecostes no século XX. Vale ressaltar que todo esse movimento em Los Angeles, aconteceu dentro de um mês.
 
 
Prosseguindo nos anos subsequentes com o mesmo entusiasmo. A teologia Pentecostal teve grande ênfase no século XIX, com líderes tão importantes como Charles Finney, R. A. Torrey, A. J. Gordon, e muitos outros que apregoavam a capacitação de poder pelo Espírito, a cura divina e a iminente volta de Cristo, para arrebatar a Sua Igreja. Esses fluxos de santidade levaram a uma "ênfase quadrangular": “Cristo, o que salva; Cristo, o que cura; Cristo, o que batiza no Espírito Santo; Cristo, o Rei que vem.”
 
 
Esses temas bíblicos foram desenvolvidos no boletim Fé Apostólica, e publicado por W. J. Seymour. Esses extraordinários periódicos cobriram os dois primeiros anos do avivamento, de setembro de 1906 a maio de 1908, e são encontrados na íntegra, (90 devocionais) no Livro O Avivamento da Rua Azusa - da CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus.
 
 
XXXII. O REAVIVAMENTO NO BRASIL COMEÇOU COM AS ASSEMBLEIAS DE DEUS
 
No início do século XX, apesar da presença de imigrantes alemães e suíços de origem protestante e do valoroso trabalho de missionários de Igrejas evangélicas tradicionais, nosso país era quase que totalmente católico. A origem das Assembleias de Deus no Brasil está no fogo do reavivamento que varreu o mundo por volta de 1900, início do século 20, especialmente na América do Norte. Os participantes desse reavivamento ficaram cheios do Espírito Santo da mesma forma que os discípulos e os seguidores de Jesus durante a Festa Judaica do Pentecostes, no início da Igreja Primitiva (Atos 2). Assim eles foram chamados de "pentecostais". Exatamente como os crentes que estavam no Cenáculo, os precursores do reavivamento do século 20 falaram em línguas quando receberam o batismo no Espírito Santo. Outras manifestações sobrenaturais tais como profecia, interpretação de línguas, conversões e curas também aconteceram (Atos 2). Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram a Belém do Pará, em 19 de novembro de 1910, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar um movimento que alteraria profundamente o perfil religioso e até social do Brasil por meio da pregação de Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador da humanidade e a atualidade do Batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais.
 
 
As Igrejas existentes na época - Batista de Belém, Presbiteriana, Anglicana e Metodista, ficaram bastante incomodadas com a nova doutrina dos missionários, principalmente por causa de alguns irmãos que se mostravam abertos ao ensino pentecostal. A irmã Celina de Albuquerque, na madrugada do dia 18 de junho de 1911 foi a primeira crente a receber o batismo no Espírito Santo, o que não demorou a ocorrer também com outros irmãos. O clima ficou tenso naquela comunidade, pois um número cada vez maior de membros curiosos visitava a residência de Berg e Vingren, onde realizavam reuniões de oração. Resultado: eles e mais dezenove irmãos acabaram sendo expulsos da Igreja Batista. Convictos e resolvidos a se organizar, fundaram a Missão de Fé Apostólica em 18 de junho de 1911, que mais tarde, em 1918, ficou conhecida como Assembleia de Deus. Em poucas décadas, a Assembleia de Deus, a partir de Belém do Pará, onde nasceu, começou a penetrar em todas as vilas e cidades até alcançar os grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Em virtude de seu fenomenal crescimento, os pentecostais começaram a fazer diferença no cenário religioso brasileiro. De repente, o clero católico despertou para uma possibilidade jamais imaginada: o Brasil poderia vir a tornar-se, no futuro, uma nação protestante.
 
 
XXXIII. DEFINIÇÃO DA PALAVRA PENTECOSTES
 
O termo Pentecostes, vem dos "cinquenta dias" a partir da oferta do feixe de cevada no início da Páscoa, o quinquagésimo dia era a Festa de Pentecostes (Levítico 23:16). Uma vez que o tempo decorrido era de sete semanas, 7 X 7 = 49 + 1 = 50, era também chamada de Festa das Semanas (Deuteronômio 16:10). Marcava o final da colheita da cevada. Tinha de ser um dia santo, em que se faziam ofertas de pão e sacrifícios de animais (Levítico 23:17-25), um dia de alegria e Ação de Graças que lembrava o livramento do Egito (Deuteronômio 16:12). Pentecostes, do original grego define: "Quinquagésimo" ou "Cinquenta" A segunda das três grandes festas anuais, essas festas estão assim descriminadas: (1ª Festa da Páscoa, 2ª Festa das Primícias ou Pentecostes e 3ª Festa dos Tabernáculos) a que devia comparecer todo o povo de Deus. Chamada de Pentecostes porque era observada no quinquagésimo dia depois do segundo dia de Páscoa. Como já mencionei, conhecida também como festa das semanas, porque observada sete semanas depois da Páscoa, (Deuteronômio 16:9).
 
 
Também se denomina a festa das primícias (Êxodo 23:16; Números 28:26). Na festa do Pentecostes toda a colheita foi dedicada a Deus, quem a dera. Durou somente um dia e foi observada no dia 6 do mês de sivã, na última parte de maio.
 
 
Menciona-se em Atos 2:1; Atos 20:16; 1Coríntios 16:8. A promessa do derramamento do Espírito Santo prometida por Deus em Joel 2:28-32; Mateus 3:11; Marcos 1:8; Marcos 16:17; Lucas 3:16; Lucas 24:49; João 1:33; João 16:7-14; João 7:37-39; Atos 1:5, e bem como em outras passagens bíblicas, veio cumprir exatamente no dia da Festa de PENTECOSTES, Atos 2:1-4, e confirmado em Atos 19:1-6.
 
 
Partindo do princípio acima exposto, todos os crentes que aceitam a doutrina do derramamento do Espírito Santo (batismo no Espírito Santo) que é uma promessa para todos quantos creem conforme atos 2:39; Atos 19:1-6 e que crê nos DONS ESPIRITUAIS, conforme exarado em Primeira aos Coríntios capítulos 12, 13 e 14, são chamados de CRENTES PENTENCOSTAIS. Aí está a definição da palavra PENTECOSTAL.
 
 
XXXIV. AS FESTIVIDADES DO ANTIGO TESTAMENTO

As duas festas mais emblemáticas para o crente em Jesus Cristo são a Páscoa e o Pentecostes. Tendo em vista esses dois marcos da verdadeira fé, afirmou o evangelista norte-americano Stanley Jones (1884-1973): “A vida do cristão começa no Calvário, mas o trabalho eficiente no Pentecostes”.
 
 
Sem a Páscoa não pode haver Pentecostes. E, sem o Pentecostes, a Páscoa perde a sua eficácia. Isso significa que duas são as experiências indispensáveis ao discípulo de Jesus: a salvação e o batismo com o Espírito Santo.
 
 
Através do Evangelho completo, podemos reviver a experiência da Igreja Primitiva, que apregoava ousadamente que Jesus Cristo salva, batiza com o Espírito Santo, cura as enfermidades, opera sinais e maravilhas e, em breve, virá nos buscar.
 
XXXV. CRISTO, NOSSA PÁSCOA
 
 
Tanto para os cristãos quanto para os judeus, a Páscoa é considerada a primeira grande festa da Bíblia Sagrada. Se, por um lado, celebra a libertação nacional de Israel, por outro, simboliza a redenção humana através de Jesus Cristo.
 
 
1. Definição. A palavra “páscoa” origina-se do vocábulo hebraico pesah que, etimológica e tipologicamente, pode ser definida como a passagem da escravidão à liberdade. Essa interpretação cabe tanto à nação hebreia como ao crente em Jesus Cristo. Conhecida também como a festa dos pães ázimos, a Páscoa é a mais importante festividade da Bíblia Sagrada, porque marca a primeira aliança formal entre Deus e o seu povo (Êx 24:7-8).
 
 
2. Cerimônia pascoal. No capítulo 12 de Êxodo, a cerimônia pascoal é detalhada com rígidas recomendações, a fim de que os hebreus jamais se esquecessem de seu real significado (Êx 12:12). No décimo dia do primeiro mês, cada família hebreia tomava um cordeiro, ou cabrito, macho de um ano e sem defeito, para imolá-lo no décimo quarto dia (Êx 12:6). O sacrifício deveria ser comido reverentemente com pães ázimos e ervas amargas (Êx 12:8).
 
 
3. Simbologia. Como já dissemos, a Páscoa simboliza tanto a redenção de Israel como a dos gentios, pois, através de Jesus Cristo, ambos os povos fizeram-se um (1Co 12.13). Eis por que o Senhor Jesus foi identificado, desde o início de seu ministério, como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1:29,36; Ap 5:6). Ele é o sacrifício dos sacrifícios. A simbologia redentora da Páscoa ganha vida e expressão na celebração da Santa Ceia (1Co 11:23-31). Levemos em conta, também, que o Senhor Jesus foi crucificado durante a celebração pascal (Mt 26:2). Ele é o nosso Cordeiro Pascal (1Co 5:7).
 
XXXVI. O PENTECOSTES, A FESTA DAS PRIMÍCIAS
 
 
Sem a Páscoa não pode haver Pentecostes. Isto significa que, sem a experiência pascal, as primícias não têm qualquer significado diante de Deus. O sangue do Cordeiro é imprescindível à nossa redenção (Hb 10:18).
 
 
1. Definição. A festa de Pentecostes, celebrada 50 dias após a Páscoa, recebe as seguintes designações: festa das colheitas, das semanas, das primícias (Êx 34:22-26). Enquanto a Páscoa era uma cerimônia doméstica, o Pentecostes era uma celebração pública, na qual toda a nação louvava a Deus por sua suficiência; era também o momento de se exercer a misericórdia e o serviço social (Dt 16:10; Rt 2:1-3).
 
 
2. O cerimonial. Em santa convocação, na qual todos deveriam apresentar-se a Deus de forma jubilosa, Israel apresentava a Deus as primícias de suas colheitas (Dt 16:11). A cerimônia tinha início no exato instante em que a foice punha-se a ceifar a seara (Lv 23:21; Dt 16:9). No momento mais solene, o adorador “movia o molho perante o Senhor” (Lv 23:11).
 
 
3. A simbologia. Para nós, pentecostais, as primícias representam as almas que, através do evangelismo e das missões, apresentamos ao Senhor Jesus Cristo. Aliás, Ele mesmo comparou o ganhar almas ao semear e ao ceifar (Mt 13:1-8,37; Jo 4:35).O
 
 
XXXVII. DIA DE PENTECOSTES
 
 
Se o Senhor Jesus Cristo não tivesse sido imolado como o nosso Cordeiro Pascal, aquele dia de Pentecostes, em Jerusalém, não teria qualquer sentido para nós, gentios. Todavia, a Páscoa de Cristo tornou real o Pentecostes do Espírito.
 
 
1. Cristo, o Cordeiro Pascal. O Senhor Jesus foi crucificado durante a Páscoa (Mt 26:2). Mas, ao terceiro dia, eis que Ele ressurgiu de entre os mortos, recebendo toda a autoridade nos céus e na terra (Mt 28:1-8). Ele é as primícias dos mortos, por ser Ele mesmo a ressurreição e a vida (Jo 11:25; 1Co 15:20-23).
 
 
Já ressurreto e prestes a ascender ao céu, o Senhor Jesus prediz a grande colheita que viria através da descida do Espírito Santo (At 1.8). Portanto, os discípulos deveriam esperar em Jerusalém a chegada do Consolador (Lc 24.49).
 
 
2. O Pentecostes do Espírito Santo. Passados cinquenta dias, desde a morte de Cristo, ocorrida na Páscoa, eis que os discípulos recebem o Espírito Santo em pleno dia de Pentecostes (At 2:1-4). Cheios do Espírito, falaram noutras línguas, enunciando aos peregrinos que visitavam Jerusalém, as grandezas de Deus (At 2:7-11).
 
 
3. As primícias da Igreja Cristã. Nesse momento, levanta-se Pedro com os demais apóstolos e proclama o Evangelho de Cristo. E, como resultado de sua mensagem, quase três mil pessoas convertem-se (At 2:41). Dessa forma, as primícias da Igreja Primitiva são apresentadas a Deus Pai.
 
 
4. O dia de Pentecostes é comemorado cinquenta dias após a Páscoa. Originalmente era celebrada a festa da colheita (Lv 23:15-16). No Novo Testamento também é comemorada a entrega da Lei a Moisés, no Sinai.
 
 
Três fenômenos ocorreram conjuntamente e concorreram para que a descida do Espírito Santo no Pentecostes se constituísse um evento único e inquestionável:
 
 
1) o vento veemente e impetuoso;
 
 
2) as línguas visíveis de fogo que pousaram sobre cada um dos crentes e
 
 
3) “falavam em ‘outras línguas. Não há qualquer registro desses três acontecimentos, em conjunto, em qualquer outro momento”.
 
 
CONCLUSÃO
 
 
Sem a Páscoa, o Pentecostes seria impossível. E, sem o Pentecostes, a Páscoa não seria eficaz. Não podemos esquecer nossas raízes pentecostais. Que jamais deixemos de proclamar que Jesus Cristo batiza com o Espírito Santo e com o fogo (Lc 3:16). Somente assim, dentro em breve, apresentaremos uma grande colheita, ao Senhor da Seara, em nosso país, na América Latina, na África, na Europa. Enfim, até aos confins da terra.
 
 
TEXTOS BÍBLICOS
 
(Isaías 44:3-8 — Joel 2:28-32 — Atos 2:1-4, 14-21, 37-39 — 1Coríntios 12:7, 10-12; 14:26-32).
 
 
BIBLIOGRAFIA
 
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Bíblia de Estudo Genebra/ARA - SBB;
 
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(HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. 12 ed., RJ: CPAD, 2012, p.242).
 
Notas e Comentários - A Harmonia dos Evangelhos - Egídio Gioia - JUERP;
 
Doutrina Bíblica da Igreja - Glendon Grober – JUERP – Rio de Janeiro;
 
Pontos Salientes - 1988 – JUERP - Rio de Janeiro;
 
HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática, uma perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
 
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O Obreiro Aprovado - Pr. Antonio Gilberto - CPAD;
 
Nos Domínios do Espírito - Estêvão Ângelo de Souza - CPAD;
 
Pequena Enciclopédia Bíblica - O. S. Boyer - CPAD;
 
As Assembleias de Deus no Brasil - CPAD;
 
O Avivamento da Rua Azusa Devocional - Seymour - CPAD;
 
Enciclopédia de Bíblia - Teologia e Filosofia - R. N. Champlim, Ph, D. J. M. Bentes - Vl. I; Candeia;
 
O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo - IV. VI - Milenium;
 
Lições Bíblicas – EBD/CPAD – Casa Publicadora das Assembleias de Deus – Rio de Janeiro;
 
Pastor Antonio Gilberto – em CPADNEWS.
 
Pastor Douglas Baptista – em CPADNEWS.
 
Pastor Claudionor de Andrade – Lições Bíblicas CPAD – 30/09/2018.
 
(RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 9ª Edição. RJ: CPAD, 2010, p.709).
 
WWW.JORGEALBERTACCI.COM.BR
 
Pastor Jorge Albertacci
 
E-mail: prjorgealbertacci@yahoo.com.br
 
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